"Menina dos olhos tristes" para homenagear soldados portugueses

No discurso na cerimónia comemorativa do 1.º de Dezembro o ministro da Defesa lembrou os soldados em missão que lutam por uma liberdade que "é frágil".

O poema "Menina dos Olhos Tristes" de Reinaldo Ferreira, musicado por José Afonso, abriu o discurso do ministro da Defesa na cerimónia do 1.º de Dezembro. Azeredo Lopes recordou os soldados portugueses que garantem a defesa do país.

"Menina dos olhos tristes / porque estás a chorar / o soldadinho não volta / do outro lado do mar. Assim percebemos melhor aqueles que enfrentam o perigo em Bangiui ou em Bocaranga, na República Centro Africana. Estão a garantir a nossa defesa. Ou no Mali, a bordo de um C-130. Ou perto de Bamako, onde perdeu a vida, já em junho deste ano, o sargento-chefe Benido. Ou, antes, na Bósnia, no Líbano ou no Mediterrâneo, ou na Lituânia. Ou, dentro em breve no Afeganistão. Ou, em Bensmayah, no Iraque", lembrou.

Azeredo Lopes defendeu que a proteção da independência se faz fora das fronteiras nacionais e na forma como o país é olhado, lembrando a "obrigação" de salvaguardar uma liberdade que "é frágil".

A independência nacional "também é construída na forma como os outros nos olham", na forma como garantimos a defesa própria" e na forma "como, muito mais, somos produtores efetivos de paz e segurança globais."

No discurso, o ministro da Defesa acrescentou ainda que "é bom" que os portugueses possam aproveitar, "com gratidão" a liberdade e a independência" que foram legadas, mas frisou que essa "liberdade é frágil".

"Em 1640, ficámos a dever a poucos a liberdade de muitos e de muitas gerações sucessivas. Neste nosso país que temos a felicidade de ser pacífico e muito seguro, e que assim construímos, nesta Europa que queremos de paz perene, inclusiva, tolerante e plural e de acolhimento, é bom que aproveitemos com gratidão a liberdade e a independência que nos foram legadas", disse.

Por outro lado, considerou que "de forma prudente e avisada", não se deve esquecer que "essa liberdade é frágil" e lembrou a "obrigação fundamental de a entregar, pelo menos assim tão segura e pacífica".

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