Ministro da Defesa "ainda não compreendeu que já não existe"

Assunção Cristas defendeu este domingo que, além de um furto a Tancos e um relatório que "se calhar" não existem, também o ministro da Defesa "ainda não compreendeu que já não existe".

"Já tínhamos um furto que não se sabia se era ou não furto, se calhar o furto não existe, agora se calhar o relatório não existe, e há um ministro que se calhar ainda não compreendeu que já não existe", afirmou Assunção Cristas acerca do relatório noticiado pelo Expresso sobre o furto de material de guerra em Tancos, mas que o primeiro-ministro diz não ter sido produzido por nenhum serviço de informação do Estado.

Para a líder do CDS-PP, "este assunto corresponde a um dos piores sinais do que é a degradação do Estado nas áreas de soberania".

O CDS já pediu diversas vezes a demissão do ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, a última das quais no parlamento na semana passada, numa discussão sobre a questão de Tancos, em que o governante estava presente.

"É lamentável que desde o início o Governo não tenha sabido explicar, lidar, e, mais de dois meses e meio ou três meses depois, ainda não tenha capacidade de dar uma explicação válida sobre esta matéria", defendeu.

Para Assunção Cristas, a divulgação do relatório pelo Expresso, que o primeiro-ministro, António Costa, negou ter sido elaborado por um serviço de informação do Estado, constitui um episódio "absolutamente lamentável", "mais um elemento a juntar a uma história já de si inadmissível num Estado de direito, com instituições a funcionarem bem e um Governo a responsabilizar-se pelo que está na sua orientação e no seu comando".

"Quando é que nós vamos ter explicações sobre esta matéria?", interrogou-se. A líder centrista reforçou que o CDS pedirá "todas as explicações no parlamento, nomeadamente em relação a este documento que é agora dado a conhecer pela comunicação social".

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