"Nova solução de Governo" não conta com o apoio do PSD

Na reação à decisão do Presidente da República, o porta-voz dos sociais-democratas considerou que a decisão do Presidente da República é "uma solução de recurso" num contexto de "crise política grave e inédita". O CDS quer conhecer as respostas que António Costa deu a Cavaco Silva.

O porta-voz dos sociais-democratas, Marco António Costa, afirmou esta terça-feira que a formação de um executivo do PS não conta com o apoio do PSD, considerando-a "uma solução de recurso" num contexto de "crise política grave e inédita".

"Respeitando a decisão do senhor Presidente da República, não queremos deixar de sublinhar, no entanto, que esta nova solução de Governo não conta com o nosso apoio político, apenas responsabilizando o PS e os partidos da esquerda radical que com ele se comprometeram para sustentar politicamente o futuro Governo no parlamento", declarou Marco António Costa, em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa.

Marco António Costa diz que esta é uma solução de recurso que não conta com o apoio do PSD

00:0000:00

Antes, o porta-voz e vice-presidente do PSD considerou que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, "como é óbvio, teve de encontrar uma solução de recurso para responder a uma crise política grave e inédita nestes 40 anos de democracia e cujas alternativas poderiam representar um custo maior para Portugal".

Em resposta a questões dos jornalistas, o porta-voz do PSD reforçou esta posição: "Aquilo que nós hoje aqui dizemos com todas as letras é que não concordamos, nem subscrevemos nem apoiamos politicamente esta indicação e este Governo que o doutor António Costa irá chefiar".

O social-democrata frisou que "o apoio político e parlamentar a esse Governo é uma responsabilidade exclusiva dos partidos que subscreveram os acordos conjuntos com o PS".

Antes, o porta-voz e vice-presidente do PSD considerou que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, "como é óbvio, teve de encontrar uma solução de recurso para responder a uma crise política grave e inédita nestes 40 anos de democracia e cujas alternativas poderiam representar um custo maior para Portugal".

Questionado sobre a forma como o PSD estará na oposição, Marco António Costa respondeu: "Nós não estamos subjugados a nenhuma ditadura de que natureza seja, mas acima de tudo estamos subjugados ao princípio da responsabilidade".

Marco António Costa acrescentou que o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, "não é um político que deserta nem que foge" e "estará onde for necessário", com "a sua atitude e o seu caráter firme na defesa do interesse nacional".

Marco António Costa diz que a democracia ficou encurralada

00:0000:00

Referindo-se à rejeição do Programa do Governo PSD/CDS-PP no dia 10 de novembro, afirmou: "A democracia foi encurralada e foi subvertida a vontade popular dos portugueses que no dia 04 de outubro de forma muito clara escolheram para primeiro-ministro o doutor Pedro Passos Coelho".

O porta-voz do PSD acusou o PS de ter provocado "uma crise política com o objetivo de chegar ao poder", aliando-se "à esquerda radical minoritária no parlamento".

Nuno Magalhães exige conhecer as respostas que António Costa deu a Cavaco Silva

00:0000:00

CDS quer conhecer respostas que PS deu a Cavaco

"O CDS considera incompreensível que o PS não divulgue as respostas dadas ao senhor presidente da República", disse Nuno Magalhães, no parlamento, numa declaração em nome do CDS-PP e sem direito a perguntas por parte dos jornalistas.

Os centristas querem conhecer o conteúdo da carta enviada ontem pelos socialistas para Belém e justificam o pedido: "Estamos a falar da estabilidade e da governabilidade de Portugal, ou seja, do interesse nacional. Em nome da transparência e do debate democrático, não é compreensível que o primeiro-ministro indigitado se furte a esclarecer as respostas que deu".

Na reação à indigitação de António Costa, o líder parlamentar dos centristas sublinhou ainda que o CDS-PP "respeita a decisão" de Cavaco Silva, mas que mantém uma "discordância de fundo" em relação a essa mesma decisão, considerando que António Costa será um primeiro-ministro "formalmente constitucional", ainda que "politicamente ilegítimo".

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados