O banqueiro que estava disponível para conceder créditos a quem o Governo quisesse

No programa da TSF "Almoços Grátis", Carlos César conta como foi ser confrontado pela primeira vez com a relação promíscua entre o poder político e a banca, quando foi presidente do Governo regional dos Açores.

Quando entrou para o governo regional dos Açores, nos anos 90, Carlos César recebeu a visita de um banqueiro que lhe disse que queria manter uma relação próxima com o executivo. Demasiado próxima.

Conta o socialista que o banqueiro lhe disse: "Sempre que o Governo tiver alguma questão relativa a créditos que devem ser concedidos nós temos feito sempre isso, e estamos dispostos a continuar a fazer."

"Achei extraordinário, espantoso", comenta o líder parlamentar do PS no programa da TSF "Almoços Grátis". Prova que a facilitação na concessão de créditos não é um problema novo. "Pelos vistos era uma prática dominante, já há 20 anos."

O socialista defende que o relatório da auditoria à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) entre 2000 e 2015 seja enviado à Assembleia da República, mas nega que o Governo tenha "faltado às suas obrigações" por não o ter feito há dois anos. "O Governo instruiu à CGD no sentido de distribuir esse relatório a quem entendeu", justifica.

Conhecido o relatório, há que apurar "responsabilidades de natureza criminal e responsabilidades políticas", defende. "Quem rouba, quem corrompe, é irresponsável ou lesa o Estado por negligencia grosseira tem de ser responsabilizado."

A conferência de líderes reservou o dia 14 de fevereiro para o debate de uma nova comissão parlamentar de inquérito sobre a CGD.

Com Anselmo Crespo e Nuno Domingues

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