"O Primeiro-Ministro deve um pedido de desculpas"

Na TSF, Luís Montenegro exige desculpas de Costa pelas acusações ao governo PSD/CDS sobre offshore. A entrevista passa pela descentralização, pelas reforma eleitoral e pelo apoio "absoluto" a Passos.

Depois de a auditoria da Inspeção-Geral de Finanças ter concluído ser "extremamente improvável" que tenha havido "mão humana" na falha informática que permitiu a saída de 10000 milhões de euros para paraísos fiscais, o PSD exige um pedido de desculpas de António Costa pelas "acusações"ao governo de Passos Coelho.

"O Primeiro-Ministro de Portugal não pode fazer insinuações sobre os anteriores titulares e, confrontando-se com uma verdade que o desmente, ficar indiferente. Era a altura de o PM assumir a responsabilidade, dizer que esteve mal, que fez uma insinuação sem fundamento e pedir desculpa", defende Luís Montenegro, em entrevista à TSF.

O PSD insiste na crítica de que o "Estado falhou" e que devia dar "um sinal de confiança" de que "haverá uma resposta", em vez de "dar sinais de completa desorientação".

"Há que responder ao país, temos que dar tranquilidade às pessoas", diz Luís Montenegro.

Apesar de, numa recente reunião da bancada, se terem ouvido críticas da parte de alguns deputados social-democratas sobre a atuação do Presidente da República depois do incêndios, Montenegro desdramatiza: considera que as críticas advêm da "amplitude da individualidade de opinião " dos deputados e elogia a atuação de Marcelo Rebelo de Sousa.

"O que posso dizer é que o Presidente da República foi próximo e esteve a ser o portador da mensagem de solidariedade", diz o líder da bancada do PSD.

Reforma das leis eleitorais "ainda este ano"

O PSD promete avançar com as propostas para a reforma do sistema eleitoral "o quanto antes", para que na próxima sessão legislativa possa ocorrer o debate "bem longe das legislativas".

Luís Montenegro diz que a matéria "não é juridicamente fácil" e desafia o PS a vir a jogo.

Já sobre o pacote da descentralização, o PSD avisa o PS que até pode "ter descentralização amanhã se conseguir entender-se com o PCP e o BE" mas que se quiser acertar agulhas com o maior partido da oposição terá de admitir que "o PSD é a força liderante porque tem mais deputados", ou seja: "terá de haver um sentido duplo na negociação".

O adeus à liderança da bancada e o apoio a Passos

Líder da bancada do PSD desde 2011 e depois de atingir o limite no cargo, Luís Montenegro prepara-se para passar o testemunho, no início da próxima sessão legislativa.

"Estarei disponível para ajudar a próxima direção, numa circunstância de aproximação ao final da legislatura, para podermos, não só ganhar as eleições mas também reforçar o nosso score eleitoral e conseguir a maioria absoluta para governar o país em tempos de normalidade".

Questionado sobre se esse caminho deve ser trilhado com Pedro Passos Coelho na liderança do PSD, Luís Montenegro é claro: "No que depender de mim, absolutamente".

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