Offshore: PS chama Núncio para apurar responsabilidades políticas

Em causa estão notícias que dão conta da ligação de Paulo Núncio à empresa petrolífera venezuelana PDVSA Europe. Sobre o mesmo tema, o PCP recusa condenar já Paulo Núncio e pede mais investigação.

O PS anunciou este sábado que vai chamar novamente ao parlamento o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio para apurar responsabilidades políticas, perante "factos novos" sobre a sua ligação como advogado à petrolífera estatal venezuelana.

A decisão do PS surge na sequência da notícia do Observador segundo a qual Paulo Núncio foi advogado durante três anos da empresa petrolífera venezuelana PDVSA, responsável pela maior parte das transferências do Banco Espírito Santo (BES) para a 'offshore' do Panamá.

Em comunicado, o deputado socialista João Paulo Correia afirma que "é urgente apurar as responsabilidades políticas, pelo que iremos chamar Paulo Núncio e Paulo Ralha [presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos] ao parlamento".

Ouvido pela TSF, João Paulo Correia lembra que da primeira vez que Paulo Núncio esteve no parlamento não revelou nenhum destes factos que merecem ser explicados.

João Paulo Correia, do PS , explica os motivos para uma nova audição de Paulo Núncio

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O PS espera uma resposta positiva de Paulo Núncio e recorda que o ex-secretário de Estado não desmentiu nenhuma das notícias que o ligam à petrolífera estatal venezuelana.

Também questionado sobre o tema, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, recusou "fazer a condenação" de Paulo Núncio "sem primeiro assistir à investigação e ao julgamento necessário".

"Creio que a melhor resposta é de facto continuar a averiguação, aprofundar o esclarecimento, seja em relação ao ex-secretário de Estado, seja em relação a todo um processo que prejudicou naturalmente o nosso país", declarou Jerónimo de Sousa aos jornalistas.

O secretário-geral do PCP, que falava durante uma manifestação do Movimento Democrático de Mulheres, na baixa de Lisboa, observou, contudo, que "nesse processo das 'offshore' há sempre um dedo dos escritórios de advogados que têm por missão facilitar essas operações".

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