Offshore: Paulo Núncio e Rocha Andrade ouvidos a 1 de março

O antigo e o atual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais são ouvidos na próxima quarta-feira, depois dos pedidos feitos por PSD, PCP, BE e PS.

De manhã, às 10 horas, será ouvido Paulo Núncio, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Depois, ao meio-dia, será a vez de atual responsável pela pasta, Fernando Rocha Andrade.

Na terça-feira, PCP, Bloco de Esquerda, PS e PSD tinham solicitado a audição, com caráter de urgência, do atual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade.

Social-democratas, comunistas e bloquistas pediram também a audição do responsável pelo Fisco no anterior Governo, Paulo Núncio.

Os partidos pretendem averiguar como foi possível que mais de dez mil milhões de euros tenham sido transferidos para paraísos fiscais, durante o período da troika, sem a fiscalização da Autoridade Tributária e Aduaneira.

O tema mereceu, ontem, uma acesa troca de acusações, durante o debate quinzenal.

António Costa acusou o anterior governo de "incapacidade escandalosa" na fuga dos 10 mil milhões, considerando que o executivo liderado por Passos Coelho foi "andou anos e anos a ver quem não pagava as autoestradas", mas que não soube verificar a saída de 10 mil milhões para paraísos fiscais.

O ataque provocou a irritação do líder social-democrata que, de microfone desligado, acusou Costa de recorrer a "baixa política".

Passos Coelho garantiu que não teve "qualquer conhecimento" e sublinha que o apuramento da verdade deve ser levado "até às últimas consequências".

Sobre a matéria, Assunção Cristas, líder do CDS-PP acusou o Governo socialista de "plantar notícias" para fazer "um número" durante debate.

O Bloco de Esquerda quis garantias do Governo de que "não haverá" uma situação de amnistia.

Irónico, Jerónimo de Sousa concluiu que a culpa pela fuga dos 10 mil milhões de euros acabará por ser "da empregada de limpeza que desligou o computador".

A notícia de que quase dez mil milhões de euros em transferências realizadas entre 2011 e 2014 para contas sediadas em paraísos fiscais não foram, nesse período, alvo de qualquer tratamento por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira, embora tenham sido comunicadas pelos bancos à administração fiscal, como a lei obriga, foi avançada pelo jornal Público.

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