Passos acusa Costa de "sectarismo e mesquinhez"

O presidente do PSD acusou este sábado o primeiro-ministro de "sectarismo e mesquinhez" sem paralelo na história democrática ao dizer "nada" sobre o papel do anterior Governo na subida do "rating".

"Quero dizer ao dr. António Costa o seguinte: é uma atitude de um primeiro-ministro que revela um sectarismo e uma mesquinhez como não encontro paralelo na história democrática do país", acusou Pedro Passos Coelho, num jantar em Viseu de apoio ao candidato autárquico do partido, o atual presidente da Câmara, António Almeida Henriques.

Pedro Passos Coelho acusou ainda PCP e Bloco de Esquerda de se "fazerem de cegos" e de apoiarem uma política que anteriormente criticaram. "O líder do PCP insistiu na ideia de que o país não se governa com ratings, como quem diz 'quero lá saber do rating'", ironizou o líder do PSD.

Sobre a reação de Catarina Martins à subida do rating da dívida portuguesa, Passos Coelho classificou-a como "uma pérola" por a coordenadora do BE afirmar que a decisão da agência Standard & Poor's se deveu ao facto de o Governo ter feito "tudo ao contrário" do que esta recomendava. "Não se está mesmo a ver? Realmente, como se costuma dizer, não há maior cego do que aquele que não quer ver", disse.

Para o líder do PSD, "mesmo que os partidos da 'geringonça' tenham dificuldade em reconhecê-lo", foi o compromisso do atual Governo em prosseguir os objetivos do anterior que permitiu a Portugal sair do nível "lixo".

"E que disse o primeiro-ministro? O primeiro-ministro disse, sobre o passado, nada, como se esta matéria tivesse acontecido hoje simplesmente porque o atual Governo mudou de política", lamentou.

Passos Coelho citou ainda um argumento usado pelo primeiro-ministro, que destacou que a subida do nível do rating permitirá a Portugal vir a ter juros mais baixos para a dívida pública. Dizendo que António Costa "tem toda a razão", o líder do PSD lamentou que, em 2016, as taxas de juro portuguesas tenham aumentado em contraciclo com "a esmagadora maioria dos países da zona euro".

"E sabem uma coisa? No dia em que uma agência de rating tirou Portugal do lixo, ainda tínhamos taxas de juro a dez anos mais elevadas do que quando deixei o lugar de primeiro-ministro", afirmou, concluindo que "fica muito claro" que a atual solução governativa atrasou Portugal em vez de ter adiantado.

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