Passos Coelho: "Não vou andar pelo país com ideias transvestidas"

Não regressa à social-democracia porque nunca de lá saiu...nem ele, nem o PSD. Passos diz que se recandidata "em coerência" e sem "mudanças artificiais" de rumo no discurso do partido.

Em conversa informal com os jornalistas, horas antes de apresentar a recandidatura à liderança do partido, Pedro Passos Coelho garante que não vai andar em campanha pelo país com ideias transvestidas, e que a ideia do lema da campanha - Social-democracia Sempre - tem como objetivo matar um não assunto.

Na opinião do antigo primeiro-ministro, e líder do PSD desde Março de 2010, o partido sempre teve, tem e terá uma matriz social-democrata. Aliás, Passos vai mais longe e afirma mesmo que "mesmo nas medidas de austeridade que adotámos, fomos sempre social-democratas", e que "nada do que fizemos foi feito à revelia da matriz do PSD".

A campanha para a recandidatura vai levar Passos Coelho a todos os distritos do país, ilhas incluídas, e há de passar também por Bruxelas. O próprio diz que será uma campanha virada para fora, para temas nacionais, porque "um candidato ao PSD é sempre um candidato a Primeiro-ministro".

Garantindo que não tem "pressa nem ansiedade para ir a eleições", Passos afirma que "não concorda com o atual governo, nem com as suas prioridades", lembra que está "preparado para voltar a ser primeiro-ministro", e promete uma oposição construtiva ao governo PS.

Acreditando que não vai ficar para sempre associado às medidas de austeridade dos últimos anos, Passos Coelho diz que vai para esta campanha interna "em coerência", mantendo o essencial do que defendeu no governo, e prometendo não "introduzir mudanças artificiais ao sabor do vento" no seu discurso.

Dito isto, Passos confessa que as prioridades do PSD estão agoa voltadas, sobretudo, para questões como o combate às desigualdades sociais, ou a questão demográfica. O presidente recandidato promete, na oposição, apresentar propostas para a construção de um país "mais atrativo, mais tecnológico, com menos desigualdade e com mais justiça social".

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