"Passos Coelho quer voltar a ser presidente do PSD e já começou a fazer contactos"

Para Pedro Marques Lopes, comentador da TSF, não há outra explicação para o artigo que o ex-primeiro-ministro escreve no Observador a propósito da não recondução de Joana Marques Vidal.

Estará Pedro Passos Coelho com vontade de regressar à política? Para Pedro Marques Lopes a resposta é óbvia: não só quer regressar "como já está a fazer esse caminho". No programa Bloco Central desta semana, o comentador da TSF vai mais longe ao afirmar que o ex-primeiro-ministro "já começou a fazer contactos" no sentido de regressar à política ativa e que o principal foco de Passos Coelho será "voltar a ser presidente do PSD".

Vem isto a propósito do artigo que o ex-primeiro-ministro decidiu escrever no jornal Observador, esta quinta-feira. Pela primeira vez, desde que largou a liderança do PSD, Pedro Passos Coelho vem pronunciar-se publicamente, neste caso, sobre a decisão do Governo e do Presidente da República.

Sob a forma de carta de agradecimento à ainda procuradora-geral da República, o antigo líder social-democrata acusa o Governo e o Presidente da República de não terem tido, "infelizmente, a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição".

"Em vez disso", diz Passos Coelho, "preferiu-se a falácia da defesa de um mandato único e longo para justificar a decisão", algo que, sublinha, não está escrito na Constituição e foi chumbado, apesar de "há anos defendido pelo Partido Socialista" nas revisões constitucionais.

Ora, para Pedro Marques Lopes, este artigo de Passos Coelho demonstra que "ele não tem outro tipo de bandeiras e por isso agarra-se a estas".

"Campanha de mentiras"

A decisão do Executivo e do chefe de Estado em não reconduzir Joana Marques Vidal surpreendeu muita gente e teve o condão de agradar aos dois comentadores do Bloco Central, da TSF.

Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes consideram que Marcelo e Costa "fizeram bem" em não manter a atual PGR e revelaram "coragem", sobretudo tendo em conta "as tentativas de condicionamento", considera Pedro Adão e Silva.

Para o comentador do Bloco Central, o Presidente da República fez "uma coisa incomum" e "demonstrou que não se deixa condicionar nem levar pelos seus interesses mais imediatos".

Já Pedro Marques Lopes vai mais longe e refere que Marcelo Rebelo de Sousa não só foi vítima de uma tentativa de condicionamento como "de uma campanha de mentiras".

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