PCP "não fecha a porta" a fiscalização constitucional da lei da Uber e Cabify

Os taxistas estão em protesto contra a lei que regula as novas plataformas de transporte. O objetivo é conseguir o apoio dos partidos políticos no Parlamento, para que a lei seja fiscalizada pelo Tribunal Constitucional.

O PCP não se compromete, mas admite apoiar os taxistas na luta contra a lei que regula as novas plataformas eletrónicas para transporte de passageiros, como a Uber e a Cabify.

Em declarações à TSF, Bruno Dias, deputado do PCP que marca presença nesta manifestação dos taxistas, disse que o partido está "disponível para iniciativas que possam por um ponto final" àquilo que classificam como uma "operação de discriminação e de um regime como 'fato à medida' para os interesses de [empresas] multinacionais".

"Não fechamos a porta a analisar qual a abordagem a aplicar", garantiu o deputado comunista. "Mesmo do ponto de vista legislativo e político, não deixamos 'cair a toalha ao chão'. Não desistimos da intervenção no plano parlamentar, no sentido de que esta lei - que é injusta - seja revogada", afirmou.

No entanto, o PCP sublinha que está mais concentrado no objetivo do protesto, do que no meio como essa suspensão da lei pode ser obtida, não se comprometendo com a exigência dos taxistas em relação ao envio do diploma para fiscalização pelo Tribunal Constitucional.

O importante, frisa Bruno Dias, é que "o setor do táxi não seja condenado, a prazo, ao desaparecimento".

Os taxistas organizam, esta quarta-feira, uma paralisação, nas cidades de Lisboa, Porto e Faro. O protesto, que começou às 5h00 desta manhã, não tem hora para terminar.

O trânsito vai estar condicionado em várias zonas das cidades.

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