Presidente da CGD nega conhecer números sobre recapitalização da Caixa

O presidente da Caixa Geral de Depósitos esteve cinco horas a prestar esclarecimentos na comissão de inquérito sobre o Banco, mas não esclareceu qual o montante necessário para a recapitalização

A pergunta foi feita 5 vezes pelo PSD, mas José de Matos não esclarece qual o montante necessário para a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos.

O único plano elaborado pela administração do banco foi para enviar ao BCE em março deste ano, mas garante que os valores trabalhados eram inferiores aos 4 e 5 mil milhões de euros noticiados.

Na primeira audição da comissão de inquérito, o presidente da Caixa prestou contas sobre os últimos 5 anos vividos pelo Banco público, negou que tivesse havido qualquer fuga de depósitos e justificou as perdas com as difíceis condições de mercado e as mais apertadas exigências europeias. Os prejuízos, assegurou José de Matos, eram inevitáveis.

Apesar das dificuldades, José de Matos disse aos deputados que não houve nenhum despedimento na CGD nos últimos cinco anos. Houve sim, uma aceleração das reformas antecipadas e uma reorganização da rede de balcões que é preciso prosseguir porque, salienta, não há economia para tanta banca.

Numa questão mais pessoal, o presidente executivo da Caixa admitiu ter sabido que ia sair do Banco pelo escolhido para sucede-lo ainda antes da notícia publicada pelo semanário Expresso a 16 de abril.

E já na segunda ronda de perguntas dos deputados, com o PSD a falar de mágoa em relação ao governo, José de Matos desvalorizou.

A comissão de inquérito à Caixa, imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, tomou posse a 05 de julho na Assembleia da República, sendo presidida pelo social-democrata José Matos Correia.

O presidente da comissão referiu hoje que há questões a nível de sigilo bancário e de supervisão que têm de ser melhor definidas pelos coordenadores do partido, pelo que na quinta-feira haverá da parte da manhã uma reunião à porta fechada dedicada ao tema.

A comissão de inquérito vai debruçar-se sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e abordará o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

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