PS acusa PSD e CDS de "porradismo político"

A expressão é usada pelo deputado socialista João Paulo Correia para classificar a nova comissão de inquérito, hoje, proposta por centristas e social-democratas.

"PSD e CDS insistem em usar o inquérito parlamentar para sessões de porradismo político, o que na nossa opinião azeda o ambiente político e parlamentar", acusou João Paulo Correia.

João Paulo Correia acusa a direita de "porradismo político"

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Depois do Presidente do Parlamento ter considerado que o objeto da comissão cumpre "em absoluto" os termos legais e constitucionais, o PS vai participar nos trabalhos da próxima comissão de inquérito sobre a forma como o anterior presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, foi contratado, negociou as condições e saiu do banco público.

Mas João Paulo Correia sublinha que os socialistas vão estar atentos:

"Iremos ver os desenvolvimentos da comissão parlamentar de inquérito para ver se as diligências que vão sendo propostas pelo PSD e pelo CDS estão de acordo com as exigências da lei e da Constituição", avisou o vice-presidente da bancada socialista.

Na opinião do PS, esta nova comissão de inquérito "dá razão" aos socialistas quando disseram que o objeto não fazia parte do inquérito que decorre. João Paulo Correia considera, no entanto, que a nova comissão pretende "desviar atenções" do atual inquérito e das "responsabilidades" do anterior Governo na situação da CGD.

De acordo com o requerimento apresentado esta sexta-feira, são três as alíneas que os PSD e CDS querem ver esclarecidas, todas em torno da anterior administração da CGD, sem referência direta às comunicações entre António Domingues e o ministro das Finanças, Mário Centeno.

"Apreciar as negociações, direta ou indiretamente conduzidas pelo Governo, as condições e os termos de contratação da administração do Dr. António Domingues para a CGD" é a primeira alínea do objeto da comissão, que quer ainda "apreciar a intervenção e responsabilidade do XXI Governo pela gestão da administração liderada pelo Dr. António Domingues". E ainda a apreciação dos "factos que conduziram à demissão" do ex-presidente da Caixa e "à saída da administração por si liderada".

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