PS junta-se a PSD. Ambos querem fim dos cortes ao financiamento dos partidos

PCP, BE e CDS estão contra o fim das restrições ao financiamento público dos partidos, uma questão que une PSD e PS.

Luís Patrão, secretário nacional do PS para a área das Finanças, defendeu no Fórum da TSF que a reposição de rendimentos também vale para os partidos. "A orientação do PS é orientada pelo regresso à normalidade democrática, ao fim do estado de exceção que vigorou nos últimos anos. Isso é aplicável aos cidadãos, famílias, empresas e instituições, entre as quais os partidos políticos".

O PS defende o fim do estado de exceção

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E acrescenta que "se a lei prevê determinada subvenção para os partidos políticos, ela deve ser praticada, exceto em caso de situação de crise. Foi essa situação de crise que foi resolvida. Estamos em condições não de aumentar os partidos mas de lhes voltar a dar aquilo que a lei prevê".

Sobre os limites gastos em campanhas eleitorais, Luís Patrão diz que o assunto merece reflexão

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Quanto aos limites do dinheiro que é gasto em campanhas eleitorais, Luís Patrão considera que o assunto merece reflexão. "Acho correto que seja imposto um limite, algo que garante uma igualdade democrática. É sobre isso limite que entendo que vale a pena refletir".

Luís Patrão diz que há partidos que mudaram de posição

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PCP, BE e CDS estão contra o aumento do financiamento do Estado aos partidos. Luís Patrão considera que alguns partidos estão a alterar posições e sublinha a independência do PS. "O PS defende as suas posições por si próprio e não de acordo com o momento político. Esses partidos que agora são contra foram favoráveis à fixação do limite da vigência das restrições a 31 de dezembro. Isso representa uma mudança da posição política. Pelo menos alguns desses partidos estão nessa circunstância".

Matos Rosa diz que não se pode embarcar em populismos e falsos moralismos

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Pelo PSD, Matos Rosa, secretário-geral sublinha que a decisão está nas mãos do Governo, mas afirma que o PSD está ao lado do Governo e do PS e defende o fim das restrições ao financiamento dos partidos.

O PSD diz que a questão cabe ao PS, mas que o partido está "à vontade"

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Questionado sobre se o PSD está a ter dois pesos e duas medidas, uma vez que tem criticado o Governo por estar a fazer uma devolução demasiado rápida de rendimentos, Matos Rosa afirma que o PSD está "à vontade" nessa matéria e volta a remeter a decisão para o Governo.

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