PS, PSD e CDS concordam que é preciso mudar a lei da greve. CGTP e UGT contra

O PS mostra disponibilidade para debater eventuais alterações na lei da greve, mas só depois das eleições legislativas de outubro. PSD e CDS concordam com reflexão. CGTP e UGT estão contra.

O PS está disponível para debater eventuais mudanças na Lei da Greve mas só após as eleições legislativas de outubro. A garantia foi dada no Fórum TSF pelo deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro, que rejeita contudo que a discussão seja realizada "a quente", depois das últimas paralisações.

"É uma discussão que a sociedade deve ter no seu todo. Os diferentes partidos, a própria concertação social e a interpelação direta aos sindicatos e às confederações", sublinhou Tiago Barbosa Ribeiro, admitindo a discussão só depois das eleições legislativas.

Na mesma linha de orientação, está o PSD. O deputado Adão Silva concorda com uma reflexão em torno da Lei da Greve. "Deve ser feita uma ponderação adequada aos tempos de hoje e aos tempo de futuro", disse o deputado social-democrata, acrescentando que as alterações "não devem tirar os direitos aos cidadãos, aos trabalhadores".

O CDS, pela voz do deputado Pedro Mota Soares, concorda e sublinha que a "reflexão faz sentido". "Percebemos que começa a existir uma nova realidade do ponto de vista sindical. De sindicatos que não estão ligados às confederações mais tradicionais", assumiu o deputado centrista.

Os novos sindicatos

O aparecimento de novos sindicatos deu origem à discussão. Exemplo disso é o surgimento do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, que na semana passada, ameaçou paralisar o país. Em declarações no Fórum TSF, o vice-presidente deste sindicato, Pedro Pardal Henriques explica que os novos sindicatos estão a nascer porque o sindicalismo instituído pelas centrais sindicais está a cair em desuso.

CGTP e UGT contra alterações

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, manifestou-se contra qualquer mudança na Lei da Greve, referindo que isso seria "um atentado" contra os trabalhadores.

"Se o PS avançar com uma revisão da Lei da Greve, isto quer dizer que é um atentado contra o direito fundamental dos trabalhadores e não pode deixar de ser denunciado. O que hoje se devia estar a discutir é porque razão é que os sindicatos, nomeadamente a CGTP, são impedidos de entrar em milhares de empresas deste país", atirou.

Tal como Arménio Carlos, também a UGT é contra qualquer revisão na lei.

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