PSD exige esclarecimentos sobre valor "ridiculamente baixo" do Fundo Revita

Para onde foi o dinheiro doado para ajudar as vítimas dos incêndios na zona Centro? PSD quer o Governo a prestar contas.

O PSD quer que o Governo esclareça quanto dinheiro existe no Fundo Revita, criado para gerir os donativos destinados a apoiar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande.

A questão surge depois de os três presidentes das Câmaras Municipais de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos terem levantado a hipótese destes fundos terem sido desviados, exortando o Ministério Público a abrir uma investigação às contas bancárias.

Em conferência de imprensa esta terça-feira, a vice-presidente do PSD exige esclarecimentos adicionais ao Governo sobre esta matéria.

Teresa Morais recorda que "foram submetidos termos de adesão de donativos de 3,2 milhões, estando concretamente transferidos 1,9 milhões". Valor que a deputada classifica de "ridiculamente baixo, se comparado com as expectativas criadas pelos números que foram divulgados".

"Esse número, que circulou na opinião pública e publicada, nunca teve confirmação oficial, mas a verdade é que ouvimos números que rondavam os 13, 14 milhões. Precisamente porque nunca foram confirmados pelo Governo e era importante saber qual o valor exato dos donativos dos portugueses e também das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, é que perguntamos qual o exato valor dos donativos de particulares", reforçou.

Em declarações à TSF, fonte do gabinete do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, nega qualquer responsabilidade. A mesma fonte explica que o Executivo apenas está envolvido na criação do Fundo Revita, sendo que este é gerido pelo presidente do Instituto de Segurança Social, o autarca de Castanheira de Pera e um representante das misericórdias do distrito de Leiria.

O gabinete de Vieira da Silva lembra ainda que para além deste existem outros fundos, como o das misericórdias ou da Cáritas de Coimbra, assim como contas solidárias abertas por empresas públicas e privadas sobre os quais o Governo não tem qualquer interferência.

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