"Quando sou mais agressiva, é quando recebo mais mensagens de parabéns"

Assunção Cristas completa esta segunda-feira um ano de presidência do CDS-PP. No Fórum TSF admitiu que há um clima de crispação na vida política e que ela própria tem de, às vezes, ser menos serena.

"Creio que há um clima difícil, de crispação e na parte que toca ao CDS temos procurado, sempre que possível, não contribuir para esse clima. Pessoalmente, quando há um debate em que sinto que sou um bocadinho mais agressiva, não fico satisfeita comigo própria e procuro, na vez seguinte, temperar mais e ser mais serena que é o registo no qual me revejo e que tem mais a ver comigo", admitiu Assunção Cristas esta manhã na TSF.

Assunção Cristas entrevistada por Manuel Acácio no Fórum TSF

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Mas a líder centrista confidenciou na entrevista a Manuel Acácio, no Fórum TSF, que é quando muda o registo que é mais elogiada.

"Quando sou mais agressiva, é quando recebo mais mensagens a dar os parabéns. Portanto, fico na dúvida sobre o que é que os portugueses efetivamente querem e esperam porque quando a coisa é mais dura dizem 'muito bem, força, foi bem' e, de facto, acho que não pode ser por aí. Tem que ser com firmeza, certamente, mas sempre com elevação, com educação e com a serenidade possível... mas às vezes é difícil", confessou.

Questionada sobre a polémica recente sobre offshore e o antigo secretário de Estado Paulo Núncio, Assunção Cristas respondeu que gostaria de estar a debater nesta altura outros questões com mais impacto na vida dos portugueses, mas admitiu alguma dificuldade nesta matéria.

"Há muito ruído que não nos permite explicar às pessoas que uma coisa é publicar ou não publicar uma informação, outra coisa é um sistema informático que - por uma razão que nós queremos apurar - não prestou toda a informação que era devida", começou por afirmar.

Assunção Cristas vai mais longe e acusa o atual Governo de fazer "uma tentativa de tirar o foco de um ministro [Mário Centeno} que foi ao parlamento e que mentiu numa comissão de inquérito".

No Fórum TSF, a presidente do CDS-PP disse ainda que não está surpreendida com a exigência e a intensidade da liderança de um partido, mostrando-se orgulhosa de estar a fazer uma oposição firme, determinada e construtiva. A presidente do CDS não sente que as decisões nas quais participou no anterior Governo a limitem agora na afirmação do partido porque houve medidas em tempos de troika as quais não era possível fugir.

"Algumas coisas que temos de aprender com a governação, que talvez pudesse ter sido afinada num ou outro aspeto. Mas é bom perceber que naquele momento muito do que foi feito era inevitável, ou na altura parecia inevitável", explicou. "Um país com a troika a co-governar é um país muito diferente livre da troika", acrescentou.

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