Vieira da Silva rejeita "reforma privatizadora" da Segurança Social

Ministro acusa PSD e CDS-PP de quererem "privatizar o negócio das pensões" e nega "visão salvadora" proposta pela oposição para reformar o setor.

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, rejeitou, esta sexta-feira, durante o debate do Orçamento do Estado (OE), o desafio lançado pelo PSD, para uma reforma da Segurança Social.

"Nós negamos essa visão que os senhores têm, que é a de uma reforma salvadora que se transforme num caminho para a privatização da Segurança Social", afirmou Vieira da Silva, em resposta ao deputado social-democrata Adão Silva, que propunha ao governo uma "reforma estrutural, ponderada e sem preconceitos" para o setor, depois de sustentar que "o atual sistema de Segurança Social está ligado à máquina" e "em pré-falência".

Na primeira intervenção do Governo, no segundo dia de discussão da proposta de OE, o ministro da Solidariedade e Segurança Social rejeitou os argumentos da bancada social-democrata, que acusou o ministro de "insensibilidade social" e garantiu que se a pensão mínima tivesse sido atualizada com base na fórmula que a direita "tanto critica", o valor das pensões mínimas seria superior.

"A diferença é grande e mostra-se nos números", apontou Vieira da Silva, acusando reiteradamente PSD e CDS-PP de quererem "privatizar o negócio das pensões".

Durante a intervenção, o ministro defendeu que a melhoria dos rendimentos das famílias é o "objetivo essencial do Orçamento do Estado de 2017", apontando o aumento das pensões como medida essencial: "O governo não corta pensões", disse.

Vieira da Silva garantiu ainda que o OE do próximo ano "concretiza integralmente os compromissos do governo no plano social" e dá resposta à degradação social "dura e generalizada" que Portugal viveu nos últimos anos.

Para o ministro, "a opção de desvalorização da dimensão contributiva da Segurança Social não é distração ou incompetência" mas, pelo contrário, "faz parte de uma política de fragilização da Segurança Social pública" que, adiantou Vieira da Silva, caracterizou as opções da coligação de direita e que dava "início à privatização do negócio das pensões".

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