
O bispo Dom Nuno Almeida
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D. Nuno Almeida é o 45º Bispo da Diocese de Bragança-Miranda. Diz ter sido um ano de aprendizagem e aposta na formação às famílias para que as paróquias não estejam muito dependentes dos sacerdotes
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A Diocese de Bragança-Miranda esteve mais de um ano sem bispo, já que Dom José Cordeiro tomou posse como arcebispo de Braga, em fevereiro de 2022, e só a 25 de junho de 2023 é que Dom Nuno Almeida tomou posse como novo bispo da diocese transmontana.
Doze meses que diz terem sido “de aprendizagem” e que passou de forma “muito veloz”, porque “foi feito de muitos e múltiplos encontros, em que fomos delineando o caminho, tendo sido muito importante a reunião arciprestal mensal, com os padres e diáconos, e a visita pastoral, porque é o encontrar as pessoas no dia-a-dia, no que é a vida real das famílias e das comunidades”, sublinha D. Nuno Almeida.
No entanto, reconhece que a tarefa tem tido alguns espinhos, próprios de um território em processo de despovoamento. “Temos menos recursos humanos e, até, materiais, do que outras dioceses e depois temos muitas distâncias e comunidades pequenas. Há uma luta contra a dispersão. Mas, ao mesmo tempo, é um desafio entusiasmante, de sermos os fios da comunhão, de transformarmos esta dificuldade numa oportunidade”, adianta o Bispo de Bragança-Miranda que insiste na necessidade de olhar para o futuro de uma nova perspetiva e conferindo formação às pessoas, “para que as nossas paróquias não estejam muito dependentes do pároco, precisamos de ter em cada Unidade Pastoral uma equipa constituída por um sacerdote, um diácono permanente, por religiosos e religiosas e por leigos. Felizmente há pessoas que estão a regressar da emigração e trazem já uma experiência de serviço à comunidade noutros países. Às vezes basta um convite e manifestar confiança”, refere.
Até porque, acrescenta Dom Nuno Almeida, os 43 padres ao serviço são escassos para as cerca de 380 paróquias. “Temos muitas paróquias e, dentro delas, muitas pequenas comunidades, que têm o seu lugar de culto. As pessoas têm brio e gosto pela sua igreja, que tem valor patrimonial histórico e artístico muito grande, que importa cuidar, mas temos de reconhecer que ao longo dos anos foram diminuindo os sacerdotes”, conta.
O Bispo de Bragança-Miranda lembra que, desde 2012, D. José Cordeiro fez uma reforma unindo as paróquias em unidades pastorais, diminuindo os arciprestados. “Há um caminho importante que já foi feito e que é necessário continuar. A vida pastoral, a vida da Igreja, mesmo o anúncio e testemunho do Evangelho, não pode estar somente assente aos ombros dos sacerdotes e dos diáconos. É preciso alargar aos leigos e às famílias”, explicou o bispo de Bragança-Miranda.
Ao longo destes 12 meses à frente da Diocese Dom Nuno Almeida tem privilegiado a organização interna com as reuniões mensais com os padres e diáconos, e as visitas pastorais a cada concelho do distrito de Bragança. Atualmente, está a acontecer no Município de Vinhais
