"A benção dos animais." O olhar de Alfredo Cunha, o homem que não queria ser fotógrafo

Em Mixões da Serra, um lugar quase deserto às portas do Gerês, há uns 400 anos que, anualmente, em junho, se pede a Santo António, proteção para os animais. "A benção dos animais" é uma exposição de fotografias, da autoria de Alfredo Cunha, o fotógrafo que só o é porque a isso foi obrigado.

A exposição está no Museu de Lisboa - Santo António, chama-se "A benção dos animais", reúne cerca de 30 fotografias de um dos mais reconhecidos fotógrafos portugueses, Alfredo Cunha, sobre uma das mais antigas e importantes romarias do Alto Minho.

Num lugar com meia dúzia de casas e onde, há muito, só mora o silêncio, desde o século 17 que, em junho, no domingo anterior ao dia de Santo António, centenas sobem a serra, até ao santuário, para pedir proteção para os seus animais e, nalguns casos, para as pessoas também.

A exposição está até 23 de janeiro no Núcleo de Santo António do Museu de Lisboa. A TSF convida-o para uma visita guiada, pela mão do coordenador do núcleo, Pedro Teotónio Pereira.

O fotógrafo que não queria sê-lo

As fotografias que pode ver na exposição "A benção dos animais" mostram o olhar de Alfredo Cunha, um dos mais consagrados fotógrafos portugueses, sobre a romaria de Mixões da Serra, no concelho de Vila Verde, Braga.

Apesar dos mais de 50 anos de vida dedicados à fotografia e de inúmeras distinções, Alfredo Cunha conta à TSF que só é fotógrafo porque, um dia, o pai o obrigou a isso. E lembra a primeira vez em que foi a Mixões da Serra. E afirma que foi uma verdadeira "viagem no tempo".

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