A história do regresso do rei que fugiu para o Brasil para salvar o império

D. João VI levou a corte para o Brasil horas antes das tropas de Napoleão entrarem em Lisboa. Está agora publicada a história da viagem de regresso, 13 anos depois.

Atravessar o Atlântico com o tesouro da coroa e o que restava da corte no exílio nunca seria uma viagem qualquer.

Mas nem por isso encontramos, nas diversas Histórias de Portugal editadas, referências detalhadas a essa viagem de mais de dois meses.

Mais de uma dezena de embarcações, lideradas pela nau D. João VI, protagonizaram esta viagem, que agora serve de eixo condutor do livro "1821 - O regresso do rei".

O autor é o jornalista Armando Seixas Ferreira, que se confessa um apaixonado pelo período joanino, e que estranhou não existirem detalhes desta viagem.

Meteu mãos à obra e o resultado é um livro que parte dos diários de bordo de duas das embarcações que integraram a esquadra real para abordar outros momentos fundamentais daquele período.

Desde a viagem de ida do então regente para o Brasil até à independência do território, um ano depois da partida de D. João VI.

Armando Seixas Ferreira não considera justos os qualificativos usados para descrever o rei, e até elogia a opção pela fuga, comparando-a à decisão de George W. Bush, de se meter no Air Force 1 depois do ataque às Torres Gémeas, em Nova Iorque, em 2001.

No livro, o autor sublinha a curiosidade da morte de Napoleão, exilado na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, ter acontecido numa altura em que a viagem de regresso do rei português já estava em marcha, e não muito longe daquele território.

Se se fizesse um filme desta viagem, Armando Seixas Ferreira até sabe como seria o plano final.

Mas não o revela.

A apresentação pública do livro "1821 - O regresso do rei" está marcada para dia 12, no Palácio da Ajuda, e vai ser feita pelo Vice-Almirante Gouveia e Melo.

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