A memória de Angola na Batida do presente

"The Beggining, the Medium, the End and the Infinite" é o novo disco de um projeto que inclui o ativista luso-angolano Luaty Beirão e também Batida.

Neste mês de março conhecemos a estreia, em disco, de um projeto que junta Pedro Coquenão, radialista e músico que dá corpo ao projeto Batida, ao ativista e rapper Luaty Beirão.

IKOQWE é a contração de dois nomes - Iko do "Ikonoklasta" Luaty Beirão, Coqwe vem do nome de Pedro Coquenão. Luaty conhecido pela resistência ao poder angolano, Pedro também ativista da causa humana, homem da rádio e mentor do projeto Batida.

IKOQWE são dois personagens fictícios que, vindos de um tempo e espaço distantes, são confrontados com o mundo de hoje. As suas impressões são transmitidas ao longo de um álbum que mistura música eletrónica, hip hop e sons de instrumentos ancestrais angolanos.

"The Beggining, the Medium, the End and the Infinite" é o disco agora editado e que junta sons, batidas e instrumentos da memória e do presente angolanos e do mundo e vocais em português, em inglês, calão angolano ou umbundo e quimbundo.

A memória é também resgatada pelo trabalho de recolha que passou de um arquivo para o disco. É o resultado de um trabalho de pesquisa nos arquivos da Biblioteca Internacional de Música Africana, sons de gravações de campo dos anos 50 pelo etnomusicólogo Hugh Tracey que agora se misturam com os sons, instrumentos e tecnologia atuais.

Em "The Beggining, The Medium, The End and the Infinite" juntam-se ainda a Pedro Coquenão e Luaty Beirão, participações de nomes como Celeste Mariposa, Octa Push ou o artista sul-africano Spoek Mathambo.

Um universo de ideias, línguas e ritmos num só disco que teve edição internacional a 5 de março pela editora belga Crammed Discs nos formatos DIGITAL/LP/CD.

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