A Terminal Hora de Visita

Hora de Visita, é novo teatro, prémio Miguel Rovisco, está no Teatro da Trindade, em Lisboa, com encenação de João Reis.

Tem tudo para ser um drama, uma filha abandonada pelo pai, um reconhecido artista plastico, vai agora, ao fim de muitos visita-lo ao hospital, com um cancro terminal, ela é humorista faz stand up e isso transborda para o espetáculo e João Reis que encena esta peça, reconhece que deu trabalho apanhar este tom de comédia na tragédia.

No quarto do hospital, onde é esta hora de visita, pai e filha estão juntos, mas a filha, perde toda a imagem que tem do pai, artista plástico, que assina quadros que outro pinta, falsificando a sua própria obra, falsificando a dignidade da obra de José Murillo, é o nome do artista plástico.

Nada ficará por dizer, até as possíveis culpas do pai no suicídio da mãe, não é um comédia para rir, mas por vezes apetece muito e por outras vezes há um ligeiro levantar da boca, num sorriso mais contido.

A família, em cima do palco, a arte, a redenção o humor e até a pescada cozida com um bróculo abandonado, no prato do hospital, está lá tudo na Hora de Visita.

Hora de Visita, na sala estúdio do Teatro da Trindade, em Lisboa e fica de quarta a domingo às 7 da tarde até 24 de outubro.

De Pedro Goulão, Encenação João Reis, Com Mafalda Lencastre e Pedro Lacerda, Espaço cénico Daniela Cardante*, Figurinos Miss Suzie, Desenho de luz Manuel Abrantes, Som Nuno Veiga, Figuração Nuno Pereira, * As pinturas utilizadas na cenografia são da autoria de Cardante.

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