Alice Vieira e Manuela Niza criam folhetim durante quarentena

Através da escrita, as autoras passam o tempo e animam os dias dos que gostam de ler.

Alice Vieira e Manuela Niza não são pássaros de gaiola. Para romper o tédio do confinamento até chegaram a cantar à janela, mas é a escrever que estão bem. Manuela Niza conta que, durante a quarentena, surgiu-lhes a ideia de um romance escrito a quatro mãos. Ao todo vão ser 40 capítulos.

"A ideia era fazer um projeto levezinho, que falasse de coisas interessantes, de coisas da nossa história recente, que fossem memórias de outros tempos, mas levezinho para que as pessoas pudessem ler, sorrir, rir às vezes e, quem sabe, deitar uma lágrima ou outra", explicou à TSF Manuela Niza.

O romance "Pó de Arroz e Janelinha" nasce em tempo de confinamento e é a melhor parte dos dias das escritoras.

"Para nós é um prazer imenso. Estou sempre à espera que chegue o e-mail da Alice para ver o que esta mulher arranjou agora e como vou conseguir dar a volta a isto. É um bocadinho aquilo que sentíamos quando o correio chegava às nossas casas com as cartas dos amigos e é muito interessante", afirmou a escritora.

O nome do romance é "Pó de Arroz e Janelinha" e não surgiu por acaso.

"Pó de arroz e janelinha era uma expressão que a minha mãe, quando era miúda, costumava usar quando não queria fazer nada. Ia para a janela e dizia: 'Eu só queria pó de arroz e janelinha'", acrescentou Alice Vieira.
São lançadas quatro crónicas por semana e podem ser lidas numa janela de computador, no site Retratos Contados.

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