"Habitar a rua." A pequena e boa loucura do Bons Sons

O diretor artístico do festival diz que "foi muito bonito".

PorTeresa Dias Mendes

 foto Vera Marmelo/Bons Sons

 foto Carlos Manuel Martins / Bons Sons

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 foto Carlos Manuel Martins / Bons Sons

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A poucas horas do final da 11.ª edição do festival, o sorriso e as palavras de Miguel Atalaia sacodem o cansaço de quatro dias intensos. "Foi muito bonito", antecipa o diretor artístico do Bons Sons, orgulhoso das gentes da aldeia, sem as quais não havia festival.

Num ano de reencontro, podem não ter alcançado a fasquia dos 35 mil visitantes, como em edições anteriores, mas os números não andam longe e a tradição voltou a ser o que era, nas ruas de Cem Soldos.

"É muito bom construir tudo isto, porque quando as coisas dão trabalho sabem melhor. Parar dois anos foi difícil, mas agora estamos felizes em ter novamente este momento", afirma.

Faltam poucas horas para o fim do festival e é nas ruas da aldeia, por entre quem passa, que Miguel Atalaia ensaia um primeiro balanço da edição número 11 do Bons Sons: "Os passes gerais esgotaram. Sábado e domingo vendemos os bilhetes simples. De facto na sexta-feira não lotou, mas com o feriado de segunda-feira, pensamos chegar perto da fasquia dos 35 mil visitantes."

Sejam quais forem os números finais, Miguel Atalaia é um homem de coração cheio. "A pequena e boa loucura da construção do festival e a semana antes são tão mágicos quanto o festival, não há dias nem noites e a mim que sou um romântico, isso deixa-me muito feliz."

Este ano o festival rompeu a tradição e começou à sexta, prolongando-se até à madrugada desta segunda-feira, por ser dia feriado. Ainda há tempo para habitar a rua na aldeia de Cem Soldos.

Ouça a entrevista com Miguel Atalaia

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"Habitar a rua é sempre comum a todas as edições, mas tentámos levar isso mais longe com uma vivência mais especial, com arruadas e procissões musicais. É muito bonito de ver. É a cultura em movimento. Foi muito bonito" afirma o diretor artístico do festival Bons Sons, orgulhoso da aldeia que levanta o festival.

"As pessoas da aldeia fazem isto. Há um cansaço orgulhoso e bom, de olhos vidrados e um espírito de comunhão e de partilha. Agora precisamos de parar um bocadinho e de nos separarmos", consente Miguel Atalaia, até que em outubro tudo recomeça a pensar nos Bons Sons do ano seguinte.

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