As cartas que humanizam o sr. Gulbenkian

" Ele estaria a gritar-nos: vocês não são donos do planeta." Martin Essayan, bisneto de Calouste Gulbenkian, recorda "o amor pela Natureza" e as mensagens do fundador da Gulbenkian.

"Muito antes de nós", Calouste já tinha despertado para a necessidade de cuidar do planeta.

Martin, que sucedeu ao pai, o neto Mikaël Essayan, na administração da fundação, reforça esse apelo e esse apego à Natureza. No livro "A educação do Delfim", são publicadas 65 das 200 cartas trocadas entre avô e neto durante a Segunda Guerra Mundial.

Da leitura dos clássicos ao apuro da decência, do trabalho árduo à modéstia, a boa camaradagem, o respeito, a simplicidade, a disciplina, as cartas transcrevem e descrevem caminhos, e revelam ao bisneto um homem que também pode ser "afetuoso, terno, vulnerável".

Martin recorda que, na família, "todos sempre o acharam difícil, controlador, dominante". E é por isso que nos revela que não tem pena de não o ter conhecido pessoalmente: "Consigo admirá-lo mais do que o meu pai, porque tenho essa distância."

Tal como escreve Calouste numa das cartas ao neto, lida pelo jornalista Fernando Alves, "é preciso que o respeitem pelas suas qualidades morais, e assim conquistará um lugar no mundo, que lhe merecerá a estima e o afeto dos outros".

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