As Guerras do Alecrim e da Manjerona

Os Músicos do Tejo mostram pela primeira vez, em versão moderna a peça de teatro musical, uma ópera jocosa, As Guerras do Alecrim e Manjerona.

O Título há muito que faz parte da nossa ideia de uma guerra jocosa como, por vezes, entre partidos ou clubes. De facto é uma peça de teatro com música de António José da Silva e António Teixeira que os Músicos do Tejo, com direção de Marcos Magalhães, trazem agora de novo ao público, depois da estreia em 1737, no teatro do Bairro Alto, em Lisboa.

Agora, cada vez que ouvir a expressão, já sabe de onde vem: desta ópera Joco-Séria, que não tem nenhuma gravação, a música em fundo é dos Músicos do Tejo, sim, mas de outras partituras. Marcos Magalhães vai apresentar quase todo o texto, porque é teatro falado, e quase toda a música, porque algumas árias estão perdidas.

Não saberemos se o que se vai ouvir foi, de facto, o que se ouviu na estreia, há quase 300 anos. Marcos Magalhães não sabe responder, mas faz tudo para que fique muito perto do som original.

Atores e atrizes que cantam bem e cantores que representam os papeis, como é pedido pelas personagens, numa versão de concerto, é certo, mas com tudo para se entender a história desta ópera cantada em português, para estas Guerras do Alecrim e Manjerona

"Nesta «opera ao gosto portuguez» (como era denominado, na época, este género de teatro falado em português e com vários números musicais cantados com acompanhamento orquestral), encontramos um equilíbrio perfeito entre comicidade de texto, personagens e situações; beleza literária e musical; assim como de ritmo de desenvolvimento e estruturação da obra. O seu tom vai sempre variando entre múltiplos estratos: grotesco, sublime, dramático, pastoral, satírico, entre outros que se misturam num estilo que, por vezes, é rico de algo que, de maneira intuitiva, chamamos de «castiço», mesmo que essa palavra com tanto significado para os portugueses, seja, no fundo, tão misteriosa.

Não queremos revelar demasiado a história, mas podemos dizer que o enredo gira em torno de jovens que se querem unir apesar da oposição de um tutor afeito às mais conservadoras dificuldades. O contexto é o da família teatral alargada que sempre reencontramos no teatro setecentista, em que aos donos da casa se juntam os criados sempre engenhosos e lestos a propor soluções de intriga e respetivo desenlace"

As Guerras do Alecrim e Manjerona, pelos Músicos do Tejo, no CCB, em Lisboa, sexta dia 10 de dezembro às 19h00 e sábado às 17h00.

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