Atrasos, vibrações contagiantes e muita música marcam dois primeiros dias do Sol da Caparica

No segundo dia de festival, O Sol da Caparica voltou para marcar a diferença. Atrasos na abertura, uma boa energia acompanhada de um grupo de amigos e muita música e dança assinalam o que se vive na Costa da Caparica.

No festival O Sol da Caparica, o clima continua quente durante mais um dia. As pessoas que se encontram dentro do recinto procuram uma sombra ou uma bebida para se refrescarem, enquanto esperam pelos concertos. Entre grupos de amigos e as expectativas em alta, fica o desejo que o segundo dia de festival seja entregue à diversão, convívio e a uma melhor organização do espaço.

As longas filas para entrar no evento foram reduzidas para metade, e as grades, desta vez, abriram às horas certas: 16h00. O que parecia estar calmo, rapidamente se transformou num ambiente hostil de rock, no palco Free Now, pela banda Nowhere To Be Found. No chão, ainda existiam vestígios de confettis da noite anterior e a poeira voltou a levantar à medida que os pés de milhares de pessoas se dirigiam para a zona do palco Super Bock.

Por outro lado, desde o início do festival, a realidade nem sempre foi tão animadora. Com o atraso da abertura das portas no primeiro dia, Constança Marques diz que esta situação "atrasou imenso os concertos" e, portanto, as horas em que gostavam de ver determinado artista acabou por não coincidir com o que estava planeado no cartaz. Constança vem todos os anos ao Sol da Caparica com um grupo de amigas e considerou que, na quinta-feira, "houve um bocado de desorganização". "Nós estivemos uma hora na fila para entrar."

Na tarde desta sexta-feira, Clara Lopes também vivenciou um episódio menos feliz à entrada do evento por não a deixarem levar consigo alguns pertences, nomeadamente comida: "Disse-me [a segurança] que tinha de deitar tudo fora ou tinha que pôr no bengaleiro", contou à TSF. Clara acrescentou ainda: "Como é que eu vou gastar 20 euros num concerto, sendo que gastei 75 euros para vir cinco dias e venho todos os dias para aqui? É muito maçador não me deixarem entrar minimamente com uma sandes. Eu percebo que tirem a comida, percebo isso, mas acho que o próprio Sol da Caparica devia informar quando isso aconteceu [de ter sido impedida de entrar pela segurança], nas redes sociais ou aqui nos 'objetos proibidos', que nós não podemos trazer determinadas coisas [particularmente comida] e era tudo ok, mas sendo assim não."

Zahr Assanali, produtor executivo do Sol da Caparica, pediu desculpa a todos os festivaleiros: "Nós, produção, falhámos [relativamente aos atrasos, quer nos concertos quer à entrada]", afirmou à TSF. Assanali defendeu que "não é normal, sendo o primeiro dia de festival. Tivemos uns contratempos a nível de produção interna, dentro do recinto, e optamos por atrasar [a abertura do festival]". Relativamente à manifestação do público sobre o assunto, o produtor executivo explicou que "as pessoas ficam sempre com a ansiedade de querer entrar no festival, de querer ver os concertos, o que cria alguma má disposição e algum mal-estar [no público]", referindo ainda que esta situação também tem acontecido a nível nacional.

"As pessoas são privilegiadas dentro do Sol da Caparica, mas infelizmente temos que cumprir a lei. Assim sendo, a polícia e a segurança revistam com muito cuidado para que todos tenham segurança dentro do recinto", sublinhou Zahr relativamente ao facto de os festivaleiros não poderem trazer determinados bens para o evento.

Para concluir Assanali pediu "desculpas em nome da produção a todos os festivaleiros" e garantiu que "não se vai voltar a repetir [os atrasos], e de facto não voltou".

No entanto, os festivaleiros têm espírito de superação e não deixam uma nuvem cinzenta tapar o Sol da Caparica e, por isso, estão prontos para mais um dia, como expressa Andreia Silvas: "A Costa é um sítio agradável, o cartaz estava apetitoso, porque não [ir até ao festival]?"

No primeiro dia do Sol da Caparica, o recinto chegou a receber 30 mil pessoas, o que, em comparação com 2019, representa um aumento de 30%. Além disso, o recinto também aumentou o espaço, sendo que, anteriormente, só tinha capacidade para 25 mil pessoas e agora subiu para as 35 mil. A afluência de público tem sido positiva e espera-se que, no segundo dia, o festival receba novamente 30 mil festivaleiros prontos a viver o Sol da Caparica.

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