Cavaquinho ensina-se nas escolas de Braga para encontrar novos tocadores

Sons agudos e cordas diferentes tocadas pelos mais pequenos. O cavaquinho à procura do futuro.

Originário do Minho e símbolo da cultura popular, o cavaquinho está a perder tocadores. Para contrariar a tendência e preservar a tradição, o município de Braga decidiu levá-lo para as escolas onde é ensinado às crianças do primeiro ciclo.

Pelo terceiro ano consecutivo, as aulas de cavaquinho fazem parte da oferta de 18 escolas do primeiro ciclo de ensino básico de Braga, encontrando-se inscritos 345 crianças dos 6 aos 10 anos.

"É parecido com uma viola mas mais pequeno. Tem uns sons mais agudos e as cordas são diferentes. Quando vi um cartaz na escola resolvi entrar para a aprender a tocar por ser um instrumentos engraçado", refere Dante, 9 alunos, dono do seu próprio cavaquinho, que tem aprendido a tocar com o tocador Cristiano Nunes na EB 1 de S. Lázaro. "É um desafio, atendendo desde logo à idade deles, mas é uma alegria vê-los a evoluir", diz o professor de cavaquinho.

A maioria destes alunos de Braga, numa cidade que se afirma Capital do Cavaquinho, nunca tinha antes ouvido falar deste instrumento. Daí que a Câmara em colaboração com a Academia Sond"Art, explica o coordenador José Rêgo, tenho decidido ensiná-lo nas escolas: "Verificámos que o cavaquinho estava a ser tocado por pessoas mais velhas do que eu e as gerações mais novas não estavam a aderir à aprendizagem deste instrumento, correndo o risco de se perder".

Coincidindo com o fim do ano letivo, os aprendizes de tocadores vão participar no programa do Encontro de Cavaquinhos, integrado nas Festas de S. João, num concerto marcado para dia 23 de junho às 10 horas, no Largo de S. João do Souto. Hoje e amanhã também há concertos juntando grupos por escolas, às 21 horas, no mesmo local.

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