Charles Lloyd abre festival Guimarães Jazz

Diferentes gerações, origens e estilos encontram-se na 28ª edição que aposta ainda em António Sánchez e Joe Lovano.

Treze concertos em dez dias tomam conta do palco do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no âmbito da 28ª edição do Guimarães Jazz, que decorre até 16 de novembro. O cartaz arranca esta quinta-feira à noite com a atuação Charles Lloyd, colaborador de grandes nomes do jazz, do blues e do rock como B.B. King, Keith Jarrett e Brad Mehldau ou Beach Boys e The Doors.

"Se há pouco tempo fez cem anos que o primeiro disco de jazz foi gravado [Charles Lloyd] um músico com 80 anos praticamente viveu a história do jazz, e ainda hoje mantém uma vitalidade incrível", destaca Ivo Martins, diretor artístico do Guimarães Jazz, a propósito do convidado de abertura da 28ª edição.

Charles Lloyd vai apresentar-se em quinteto, um dia antes do baterista mexicano Antonio Sánchez, o autor da banda sonora do filme Birdman, trazer ao festival o projeto Migration. "O nome do grupo atira para a importantíssima questão dos mexicanos e a relação difícil com os Estados Unidos da América, a fronteira, o problema dos migrantes, e toda a música de Sánchez passa por esta abordagem", revela Ivo Martins.

Num programa que aposta em músicos de diferentes origens, estilos e gerações, a noite de sábado está reservada a dois dos mais influentes músicos de jazz do presente, os pianistas norte-americanos Vijay Iyer e Craig Taborn, que vêm demonstrar as suas diferenças de estilo - Iyer mais rítmico, Taborn mais centrado na melodia - assinaladas no mais recente registo discográfico "Transitory Poems".

O saxofonista Joe Lovano regressa ao Guimarães Jazz onde já atuou por diversas ocasiões no dia 13 de novembro, desta feita com o seu Trio Tapestry, uma formação invulgar de saxofone, piano e bateria. "Neste trio, Lovano assume-se como um improvisador quase em tempo real, não tem uma partitura. Os músicos gerem todo o processo criativo através de sinais e interagem entre si através de processos intuitivos, o que também é muito importante na música", antecipa o diretor.

O dia seguinte (14 de novembro) tem como protagonistas o quinteto liderado pela compositora e vocalista Lina Nyberg e a Orquestra de Guimarães. O último fim de semana do Guimarães Jazz 2019 abre com Rudy Royston, na sexta-feira, e encerra no sábado com Geof Bradfield, às 17h00, e o ensemble de Andrew Rathbun, às 21h30, em dois concertos no Centro Cultural Vila Flor.

O Guimarães Jazz continua a investir na sua vertente pedagógica e prossegue a parceria iniciada em 2012 com a ESMAE no âmbito da qual jovens músicos de jazz e música clássica são desafiados a uma experiência criativa com um dos músicos de renome convidados. Este ano, a Big Band e o Ensemble de Cordas da ESMAE é dirigida por Geof Bradfield, um dos nomes em maior destaque da cena jazzística de Chicago, num concerto marcado para domingo, 10 de novembro.

Ao longo destas duas semanas há ainda um conjunto de atividades paralelas, com o jazz a aparecer em contextos quotidianos da cidade, de que se destacam as concorridas jam sessions no Café Concerto do CCVF e no Convívio Associação Cultural, este ano lideradas pelo saxofonista e compositor Geof Bradfield.

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