Comunicação social, livrarias, teatro. Governo avalia que medidas se aplicam à cultura

Graça Fonseca diz estar a trabalhar para que todos possam candidatar-se e usufruir destas medidas que o Governo criou em tempos de emergência.

A ministra da Cultura admite que o ministério está a avaliar o impacto da pandemia no setor, desde o negócio das livrarias, ao teatro e até a comunicação social. Graça Fonseca explicou, em entrevista à SIC Notícias, que cada uma destas áreas terá de ser analisada individualmente para que o Governo possa entender em que medida já avançada pelo Executivo cada um destes negócios se insere.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, comentou o impacto da pandemia no setor. Há sindicatos que referem que 98% dos profissionais estão sem trabalho. "O setor da Cultura foi o primeiro a parar", aponta Graça Fonseca, que fala de "espetáculos a parar" e "teatros a encerrar".

O Governo está por isso a trabalhar no plano de emergência, que se insere num programa "transversal, também para profissionais independentes". A verba em estudo é de meio milhão de euros para artistas.

Noutro plano, o Executivo encontra-se também a preparar a retoma da normalidade, em conjunto com fundações como a Gulbenkian, que também tem um plano de apoio à cultura.

Para preparar o futuro em que a reiniciação da cultura é possível, foi inaugurado um movimento de 30 empresas com um compromisso de mais de 30 milhões de euros. Nesse momento, já depois do Estado de Emergência, as pessoas terão receio de se juntar em salas de espetáculo, reconhece Graça Fonseca. O CENA - STE diz que os trabalhos cancelados já representam dois milhões de euros.

"Nós vamos querer celebrar, vamos querer teatro, vamos querer dança. A cultura vai ter de ocupar a rua." A ministra fala ainda da "alegria de estarmos juntos" como fator potenciador do retorno à vida cultural.

A governante referiu ainda, em declarações à SIC Notícias, que têm "recebido dezenas de pedidos de informação e de esclarecimento" na linha de emergência de apoio às artes. "Temos tentado apoiar todos."

Graça Fonseca salientou que o secretário de Estado desta pasta já anunciou que estão a ser preparadas novas respostas opara a comunicação social. "Estamos a estudar várias, em articulação com o setor." Trata-se, na perspetiva da ministra, de avaliar as medidas do decreto que não são aplicáveis ao setor e a cada uma das medidas. "Para a semana apresentaremos medidas", prometeu.

Quanto aos festivais cancelados em Portugal, a governante frisou que o Conselho de Ministros aprovou um diploma: que seja dada preferência ao reagendamento e não ao cancelamento, o que exige uma gestão superior de salas. Em caso de reagendamento, o bilhete mantém-se; em caso do cancelamento, há reembolso.

Com o setor dos livros em queda (65%), o Governo tem ainda feito esforços para se articular com a APEL e com as livrarias para compreender as medidas transversais a toda a população que é possível aplicar.

Graça Fonseca diz estar a trabalhar para que todos possam candidatar-se e usufruir destas medidas que o Governo criou em tempos de emergência.

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