De "Mandíbules" a "Mulholland Drive". Está aí a 29.ª edição das Curtas de Vila do Conde

Arranca, esta sexta-feira, a 29.ª edição das Curtas de Vila do Conde, com várias antestreias em Portugal e quase 250 filmes em exibição.

Um festival em formato misto, que une cinema, música, fotografia, debates e exposições. O filme "Mandibules", do francês Quentin Dupieux, em antestreia em Portugal, marca a sessão de abertura do Festival às 20h30.

Miguel Dias, um dos organizadores do Curtas de Vila do Conde, destaca ainda em estreia nacional o filme "Diários de Otsoga", de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, e a obra "Lutar, Lutar, Lutar", dos realizadores brasileiros Helvécio Marins Jr. e Sérgio Borges.

Ainda neste primeiro dia arranca o Programa "Cinema Revisitado", que este ano foi pensado à volta dos 20 anos do filme "Mulholland Drive", de David Lynch. "Entre as várias abordagens possíveis, escolhemos a do retrato de Hollywood, cidade e símbolo da indústria do cinema, enquanto fábrica de sonhos, mas sobretudo da sua capacidade simultaneamente potenciadora e destrutiva do talento e da ambição artística. Vamos ter obras de Vincente Minnelli, Billy Wilder, Gene Kelly e Stanley Donen. Teremos ainda oportunidade de rever o "O Garoto", de Charlie Chaplin, que estreou há 100 anos", conta Miguel Dias.

Até 25 de julho, esta edição do festival vai destacar o trabalho de quatro realizadores: a dupla iraniana Ali Asgari e Farnoosh Samadi, a grega Jacqueline Lentzou e o português Jorge Jácome. Também o cinema da realizadora irlandesa Lynne Ramsay estará em retrospetiva no Curtas.

As competições internacional e experimental do Curtas de Vila do Conde contarão com 51 filmes de 24 países, entre documentário, ficção e animação.

A organização destaca a seleção de filmes de Ana Elena Tejera, Virpi Suutari, Georges Schwizgebel, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca e Guy Maddin, e aponta outras estreias nacionais, nomeadamente "Quattro Strade", filme-diário de Alice Rohrwacher, sobre o primeiro confinamento geral em Itália, em 2020.

Na competição nacional, destaque para os trabalhos de Ana Moreira ("Cassandra Bitter Tongue"), Ico Costa ("Timkat"), Leonor Noivo ("Madrugada"), Eduardo Brito ("Lethes") e Paulo Patrício ("O teu nome é"), que regressam ao certame, mas também de autores como Paolo Marinou-Blanco ("Nada nas mãos") e Filipe Melo ("O Lobo Solitário").

A competição nacional é completada com os filmes de Inês Melo ("A Casa do Norte"), Francisco Moura Relvas ("Armazónia"), António-Pedro ("Carta Branca"), Rosa Vale Cardoso ("Se o que oiço é silêncio"), Ana Mariz ("Matilde olha para trás"), Rodrigo Braz Teixeira ("Miraflores"), José Magro ("Nha Sunhu"), Bruno Lourenço ("Oso"), Mónica Martins Nunes ("Sortes") e Mário Macedo ("Terceiro Turno").

A música também marca presença, com o regresso do programa Stereo. Em paralelo com o festival, pode visitar a exposição "Be Your Selfie", de Diogo Costa Amarante, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim em 2017.

O Curtas de Vila do Conde decorre de 16 a 25 de julho, todos os filmes serão exibidos no Teatro e Auditório Municipais de Vila do Conde, sendo que as curtas da Competição Nacional também serão projetadas no Porto, no Cinema Trindade, e em Lisboa, no Cinema Ideal.

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