Igreja de Santa Clara do Porto reabre após descoberta de novas pinturas e lápide

Em obras desde 2016, durante as quais foram encontrados elementos até agora desconhecidos, o monumento nacional reabre ao público esta sexta-feira.

Depois de cinco de anos de obras, que envolveram cerca de uma centena de trabalhadores da área da conservação e restauro e um investimento de mais de 2,5 milhões de euros, a Igreja de Santa Clara do Porto reabre, esta sexta-feira, ao público.

A igreja, classificada como Monumento Nacional desde 1910, tem sido, desde 2016, alvo de trabalhos de reabilitação, ao nível da estrutura do edifício e da conservação do património integrado.

Durante as obras, foram descobertos elementos até agora totalmente desconhecidos: pinturas sobre madeira feitas no séc. XVII, uma lápide em granito datada de 1645 e novas pinturas de anjos sobre a talha setecentista.

"As obras incidiram sobre o sistema construtivo e estrutural do edifício; a remodelação das infraestruturas elétricas, de telecomunicações e de segurança; a redução de barreiras arquitetónicas e a criação de condições de visita", explica a Direção Regional de Cultura do Norte, numa nota enviada à TSF. Foi também feita uma intervenção profunda "ao nível da talha dourada e policromada, a escultura, a pintura de cavalete, a pintura mural, a pedra, o azulejo, os metais e o património organístico".

Ao mesmo tempo, adianta a tutela, foi levada a cabo, uma investigação histórica do Convento de Santa Clara do Porto, "do qual sobreviveu a igreja (hoje igreja paroquial), o claustro (hoje integrado na sede do Comando Metropolitano da PSP) e a cerca (incluindo o troço mais bem conservado da muralha medieval do Porto, classificado como Monumento Nacional)".

A Operação "Igreja de Santa Clara do Porto" foi levada a cabo pela Direção Regional de Cultura do Norte e comparticipada em 85% pelo Programa Operacional Norte 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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