Dia Mundial do Livro celebra-se em confinamento com sugestões digitais

Participar num clube de leitura ou adotar uma livraria são algumas dos alternativas para um Dia Mundial do Livro em plena pandemia.

O Dia Mundial do Livro, que se celebra esta quinta-feira, envolto em restrições devido à pandemia de covid-19, vai ser assinalado com iniciativas literárias que apostam no digital, como passatempos, campanhas, lançamentos e vendas 'online'.

Em declarações à TSF, Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura, explica que a Marcha do Livro que estava agendada para esta quinta-feira foi adiada para o próximo ano , mas lembra que os livros são "omnipresentes".

"O momento que atravessamos impôs uma realidade que nos afastou das rotinas habituais", mas ainda assim "este reajustamento ao contexto em que vivemos, permite a celebração", assinala a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que desenvolveu uma campanha de apelo e estímulo à leitura, que recorre ao Facebook e ao Instagram, através dos quais os leitores são convidados a partilhar aquilo que estão a ler.

Também os editores da Leya escolheram este dia, "tão diferente dos anteriores", para anunciar o "Próximo Capítulo", um clube de leitura, de promoção de debate e partilha sobre livros de ficção e de não-ficção.

Esta iniciativa pretende aproximar os leitores do mundo editorial e apresenta-se como um espaço de partilha entre quem edita e promove os livros, e quem os lê.

As inscrições decorrem entre hoje e 5 de maio, através do e-mail proximocapitulo@leya.com, e os participantes serão informados sobre os livros a ler e como adquiri-los, com condições exclusivas, na livraria 'online' da LeYa, bem como sobre as datas dos encontros, numa primeira fase através de plataforma digital e, mais adiante, presenciais.

As editoras Antígona e Orfeu Negro lançaram juntas a campanha "Adota uma livraria", que convidou os leitores a, ao longo de dez dias, que terminam hoje, encomendarem livros através daquelas editoras, para que 30% do valor das vendas revertesse para uma livraria especifica, entre dez escolhidas, uma para cada dia.

A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) criou um passatempo para celebrar o Dia Mundial do Livro, convidando os leitores das bibliotecas públicas a elegerem a sua obra literária favorita.

Os resultados do passatempo #UmaBibliotecaUmLeitor são conhecidos hoje e serão anunciados os livros - adulto e infantil - preferidos dos leitores.

Outra iniciativa que parte da DGLAB é a criação de uma imagem oficial do Dia Mundial do Livro, para a qual foi convidada a ilustradora Mariana Rio, que desenhou uma ilustração dedicada à efeméride, tendo em conta que este é um ano difícil para quem faz, vende e lê livros.

A ideia base é que as pessoas também são feitas de livros e de leituras, e por isso Mariana Rio retratou duas pessoas a conversarem e, numa espécie de radiografia ao corpo, percebe-se que também são feitos de livros.

A Bertrand Editora disponibiliza em exclusivo, e até dia 26 de abril, para venda 'online' oito novos livros que ficaram em suspenso entre março e abril devido à covid-19 , selecionados com o objetivo de tornar mais tranquila e produtiva a experiência dos leitores neste período.

Os livros em causa são "A Casa Alemã", de Annette Hess, "Homo Biologicus", de Pier-Vincenzo Piazza, "O Infame Dicionário Cómico de Língua Portuguesa", de Eduardo Madeira, "O Livro do Seu Bebé", de Hugo Rodrigues, "Curso de Meditação", de Osho, "Inspiração do Monge que Vendeu o Seu Ferrari", de Robin Sharma, "Nada a Temer", de Julian Barnes, e "O Cérebro Consciente -- Uma Longa História de Vida", de Joseph LeDoux.

A Ideias de Ler, do grupo Porto Editora, publica hoje "O Incrível Sistema Imunitário", de Daniel M. Davis, investigador científico e professor de Imunologia na Universidade de Manchester, obra que "revela como funciona a intrincada linha de defesa do corpo humano".

O Dia Mundial do Livro é comemorado desde 1996, por decisão da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no dia 23 de abril, data que coincide com o desaparecimento de escritores como Miguel de Cervantes e William Shakespeare.

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