Dino d'Santiago levou a "crioulofonia" ao Super Bock Super Rock

Depois do NOS Primavera Sound, o músico natural de Quarteira esteve no festival que regressou à Herdade do Cabeço da Flauta, na Aldeia do Meco.

Depois de três edições em vários palcos espalhados pela cidade de Lisboa, o Super Bock Super Rock regressou às origens. Milhares de pessoas deslocaram-se esta quinta-feira à Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, para celebrar a 25.ª edição do festival. Lana Del Rey, The 1975, Cat Power ou Dino d"Santiago, entre outros, faziam parte dos nomes para o primeiro dia de música num espaço verde, renovado e perto da praia.

Além dos cabeça de cartaz, que trouxeram muitos fãs ao Meco, o português Dino d"Santiago estreou-se nos palcos do SBSR. No último ano, o músico de origem cabo-verdiana esteve nas bocas do mundo por causa de colaborações com Madonna, que reside em Lisboa.

"A ideia está a ser desfrutar ao máximo daquilo que o nosso país tem em termos de festivais", assume o músico em entrevista à TSF. "No Alive tive uma sensação muito boa, com aquelas pessoas à minha volta", disse.

Natural de Quarteira, a ascensão de Dino tem sido pautada ao ritmo dos sons da música que tem várias influências. Os grandes palcos não assustam o músico afrodescendente. "Ontem estavas ali nas ruas do Bairro dos Pescadores, em Quarteira e hoje, estás no palco do SBSR. Se eu posso, são vários que poderão acreditar nesse sonho", refere o músico.

Muito aclamado pela crítica, Dino já tem um público fiel, que o acompanha nos concertos. Os sons africanos e o crioulo que compõe a sua música fizeram as delícias de outros artistas, sendo que o nome mais sonante é o de Madonna. Na apresentação do novo álbum Madame X, a cantora norte-americana tem músicas com inspirações multiculturais, e numa das faixas surge ao lado de batoqueiras cabo-verdianas, muito por culpa da influência de Dino.

"A música tem um poder que nenhuma outra vertente ou área consegue ter. Temos o dever de passar a mensagem de união, de um único som que é nosso, que pode furar e atravessar outras fronteiras com a nossa identidade", frisa o cantor, revelando que foi esse o segredo do seu sucesso lá fora.