Do hospital psiquiátrico ao Parque Aquilino Ribeiro. Até domingo há jazz em Viseu

O evento pauta pela diversidade e isso vê-se no palco. São variadas as linguagens e estilos abordados.

A música jazz volta a invadir a cidade de Viseu a partir desta quarta-feira em mais uma edição do festival Que jazz é este? Até ao próximo domingo decorrem um total de 16 concertos, em oito palcos diferentes, a maioria jardins.

A organização assume que realizar a nona edição do evento foi "uma aventura" devido às novas restrições impostas pela pandemia, numa altura em que os casos de Covid-19 continuam a aumentar no concelho viseense.

Também por isso os concertos foram deslocalizados para vários palcos, não decorrendo apenas no Parque Aquilino Ribeiro. Há atuações no Museu Nacional Grão Vasco, Casa do Miradouro, Carmo"81 e nos jardins da Escola Profissional Mariana Seixas, entre outros locais. O público pode assistir ao vivo, mas também através da Internet aos espetáculos.

O novo coronavírus obrigou ao adiamento do jazz na rua, uma atividade que consistia na realização de concertos na via pública. Mantêm-se, no entanto, as oficinas, a rádio rossio e, como não podia deixar de ser, os concertos.

Femi Temowo, Tony Momrelle, Carapaus Afrobeat, Orquestra de Jazz de Espinho & Mário Costa são alguns dos nomes que vão passar pelo festival.

O evento pauta pela diversidade e isso vê-se no palco. São variadas as linguagens e estilos abordados.

"Em tom de brincadeira gosto de passar pelo público e perguntar Que jazz é este?", afirma, entre risos, Ana Bento, da organização.

A pandemia não acabou com os concertos ao domicílio. Este ano o festival vai passar pelo lar de São Caetano, internato Vítor Fontes, centro de apoio a deficientes Santo Estêvão e pelo hospital psiquiátrico de Abraveses.

"Esses utentes que não poderiam de outra forma vir aos concertos vão ter a oportunidade de receber um concerto nas instituições onde vivem neste momento", explica Ana Bento, que promete atuações exclusivas nestes locais.

Novidade este ano é a realização de conversas dirigidas a artistas das várias áreas e não apenas músicos e onde serão abordados temas como os direitos de autor, mas não só. As redes sociais também vão estar em discussão.

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