Porto Post Doc: "É bom que as pessoas já estejam a pensar no festival do próximo ano"

Dario Oliveira, diretor do Porto Post Doc, em entrevista à TSF, antes do festival que começa esta noite.

Arranca esta sexta-feira com um filme que junta David Byrne e Spike Lee e há de acabar daqui a uma semana com outro que junta Martin Luther King ao FBI. É a marca dos Estados Unidos no Porto Post Doc, o festival documental - sétima edição - que mais logo arranca no Porto.

Um festival que, por força das circunstâncias, vai ter uma forte componente online, mas que não vai deixar de abrir as portas das salas de cinema ao público, como afirma na TSF o diretor do festival Dario Oliveira.

"Queremos que seja igualmente forte nas salas, com as contingências que todos conhecem na ocupação dos teatros e dos cinemas a 50% e com um público diferente, que é o público que nos vai procurar a partir de casa, com a versão do festival online que inventamos para esta sessão. Já me perguntaram se era para ficar no futuro, o que me faz sorrir porque só estou preocupado com esta edição, mas é bom que as pessoas já estejam a pensar no festival do próximo ano", explicou à TSF Dario Oliveira.

"American Utopia" pode ser uma nova forma de filmar um concerto. Dario Oliveira assume o entusiasmo perante o trabalho que juntou o realizador Spike Lee ao compositor e músico David Byrne.

"Uma hora e meia de grande entusiasmo e de repensarmos como é que é possível estes dois homens, estes dois criadores geniais conseguirem, com uma coisa que parece muito fácil, filmar um concerto, provocarem esta tempestade de sensações. É um filme muito sensorial, bem feito, subtil", afirmou o diretor do Porto Post Doc.

Passa às 19h no grande auditório do Rivoli. Exatamente no mesmo local e à mesma hora, mas daqui a uma semana, dia 27, é o encerramento com "MLK/FBI".

"O filme que conta uma história muito particular de perseguição óbvia do FBI a Martin Luther King e uma certa cumplicidade no seu assassinato. Parte da descoberta de material gravado, que entretanto ficou disponível ao público, e o Sam Pollard foi pegar neste material de imagens de arquivo e muitas conversas que eram secretas até há bem pouco tempo", acrescentou Dario Oliveira.

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