Há um esqueleto que está a intrigar os arqueólogos em Leiria

Novos achados no Castelo de Leiria incluem estuques pintados do período romano e uma fortificação, com muralha, de aproximadamente 3000 anos.

O Castelo de Leiria está encerrado para obras, mas os trabalhos de arqueologia preventiva contemplados na empreitada permitiram novas descobertas que estão a entusiasmar os investigadores.

O maior mistério é um esqueleto encontrado na vertente norte do morro do Castelo, num contexto que ainda se desconhece - sabe-se, contudo, que foi "cuidadosamente inumado, com um determinado rito", explica o arqueólogo Miguel Almeida à TSF.

Os trabalhos também revelaram, pela primeira vez, parte de uma fortificação com muralha, de há três mil anos, ou seja, do final da Idade do Bronze ou início da Idade do Ferro.

"Nunca tinha aparecido um conjunto de estruturas deste género", salienta Miguel Almeida.

Da mesma época, existem mós para produção de farinha, que, segundo Vânia Carvalho, arqueóloga do Município de Leiria, se enquadram numa organização social mais vasta, com um povoado fortificado no morro do Castelo de Leiria que controlava os recursos no território em articulação com outros povoados fortificados na região.

No núcleo central do Castelo de Leiria, perto da antiga bilheteira, a arqueóloga Adelaide Pinto encontrou vestígios de uma habitação com 3 mil anos, e outros, mais recentes, do período romano, incluindo estuque pintado para revestimento de paredes, um sinal de que "a construção teria de ter alguma importância".

As novas descobertas reforçam a relevância atribuída à ocupação do morro do Castelo de Leiria, nos últimos 5 mil anos.

Avaliadas em 3,8 milhões de euros, as obras de requalificação preveem a instalação de acessos mecânicos ao Castelo de Leiria, que deverá reabrir em 2021.

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