"Vou comover-me." Escritaria chega a Angola e leva homenagem a Pepetela

As palavras de Pepetela crescem agora nos ramos das acácias de Benguela. Cinco anos depois da homenagem em Penafiel, o escritor volta a emocionar-se e espera que a semente literária do festival " frutifique" em Angola.

Primeiro Benguela, depois Lobango, Ondjiva e, finalmente, Luanda. O modelo da Escritaria repete-se ao longo de toda a semana - tal como em Penafiel - só que em vez de uma são quatro as cidades que acolhem a homenagem a Pepetela.

"Vou comover-me", diz na TSF o escritor angolano, que em 2018 se deixou contaminar por um festival "diferente de todos os outros". Cinco anos depois, as frases não estão penduradas à varanda ou espalhadas pelas montras, mas crescem nos ramos das acácias rubras de Benguela, cidade natal do Prémio Camões. O passado voltou atrás para contaminar Angola, com o percurso e a obra literária de Pepetela, neste primeiro voo internacional da Escritaria.

"A cabeça cresce com as verdades que nela entram", é uma das frases do escritor que anuncia a Escritaria em Angola. O sonho de internacionalizar o festival literário no espaço da lusofonia é hoje também uma verdade, "é um marco importante para Penafiel", afirma o presidente da Câmara Antonino de Sousa.

A Câmara de Penafiel contou com o apoio do Instituto Piaget de Benguela para esta primeira exposição na cidade natal de Pepetela. Mas há estruturas de grande dimensão, frases do escritor espalhadas pela cidade, materiais portáteis de literatura, como caixas de cartão, todo um "percurso literário" de homenagem a Pepetela, que vai de Benguela até Luanda, ao longo desta semana.

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