Este álbum não é para ser ouvido no carro

SOLO é o primeiro de nove. O primeiro conjunto de músicas, editado a partir de gravações inéditas de Bernardo Sassetti. Está à venda desde sexta-feira.

São sete canções. "Tudo o que está a acontecer neste álbum é muito especial para mim", confessa Inês Laginha, ao revelar a escolha e a seleção feita a partir de gravações feitas em Ponta Delgada, nos Açores. A história é mais ou menos conhecida, Bernardo ouvia falar de um piano com uma certa singularidade, um som particular. O piano estava no Teatro Micaelense. E lá foi ele, acompanhado pelo técnico de som, Nelson Carvalho, e pelo afinador de piano, Afonso Pimentel. 3 amigos, 3 dias de gravações contínuas.

Há ambientes e canções. Neste álbum foram pelas canções. Solo é um pedaço do pianista que morreu em 2010. Até a capa "é uma fotografia tirada por ele, em que se ampliou um detalhe", descreve a diretora da casa Bernardo Sassetti, que escondeu no final do álbum uma frase do pianista durante as gravações.

Inês realça o humor do músico,"apesar de tantos lhe recordarem a melancolia", conta-nos que, a certa altura, "o ouve a insultar uma cortina", que estas gravações são o estado puro de Bernardo. Que é ele, inteiro, a tocar-nos ao ouvido.

E tantas as vezes o ouviram dizer que a música não era para ser ouvida no carro, que a frase surge na estampa da capa do álbum "mas claro que não é para ser levado a sério", acrescenta na rádio Inês Laginha.

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