Festival Altitudes "enche" de cultura e de gente aldeia da Serra do Montemuro com 50 habitantes

O festival de teatro e música organizado há 25 anos pelo Teatro do Montemuro começa este sábado.

A pequena aldeia de Campo Benfeito, em plena Serra do Montemuro, Castro Daire, vai encher nos próximos dias para mais uma edição do Festival Altitudes, organizado pela companhia de teatro que foi buscar o nome à montanha onde está sediada.

O evento, que cumpre este ano a edição 25, inclui no programa um total de 12 iniciativas, a maioria peças de teatro.

Cabe ao espetáculo "Mentira a Quanto Obrigas", da companhia que organiza o festival, abriu o evento cultural já este sábado. A pandemia não travou nos últimos dois anos o festival, ao contrário do que aconteceu com outras iniciativas do género.

"Não parámos, cumprimos as regras que estavam impostas, sentimos essa necessidade, as pessoas sentem essa necessidade, já reservam as suas férias para irem ao festival que se tornou uma marca da região, do território", salienta Eduardo Correia, diretor artístico do Teatro do Montemuro.

O festival atrai todos os anos centenas de pessoas à região serrana e à pequena aldeia de Campo Benfeito, habitada por cerca de 50 cidadãos e onde a rede de telemóvel chegou há pouco tempo.

"Nesta época do ano aquilo fica com 200, 300 pessoas, não sabemos bem ao certo. Vêm pessoas de todo o lado", adianta, sublinhando que estes visitantes ajudam também a dar vida e dinamismo económico à localidade. Os turistas arrendam casas e ajudaram à construção e renovação de habitações que estavam vazias.

A 25ª edição do Altitudes arranca este sábado e só termina uma semana depois. Oferece uma dúzia de atividades, do teatro à música e até um ateliê que vai decorrer durante todo o festival. Os eventos decorrem na sede da companhia e na rua e têm lotação quase esgotada. "São sete dias muito intensos", promete Eduardo Correia.

O Teatro do Montemuro já sonha em levar o Altitudes a outros palcos da montanha.

"Queremos descentralizar um bocado o festival, estamos a pensar em pô-lo em outros pontos da serra para ter mais amplitude. É um dos objetivos, vamos ver", adianta, explicando que para essa ideia ser concretizada a companhia precisa de manter o financiamento da Direção Geral das Artes.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de