Festival anima o centro histórico de Viseu com arte até 16 de julho

Programação do evento inclui nesta 10.ª edição mais de 200 atividades. O grande destaque vai para a música com estreias de músicos estrangeiros em solo nacional.

O festival multidisciplinar de arte Jardins Efémeros está de volta às ruas do centro histórico de Viseu esta sexta-feira, após uma edição no jardim da cidade imposta pela pandemia. O evento decorre até ao dia 16 de julho.

O cartaz este ano inclui ao longo de nove dias 230 atividades ligadas à música, artes visuais, arquitetura e design, cinema e literatura. Irão decorrer ainda mercados e oficinas. O festival foi pensado para chegar a públicos de várias idades e com gostos diferentes.

"Este ano vamos ter mais concertos do que o habitual, vamos ter 35 atos musicais, são 25 concertos e, portanto, vamos bater este recorde em número [de espetáculos musicais] e de lugares de onde as pessoas vêm. Vêm de vários cantos do mundo", adianta Sandra Oliveira, diretora artística do festival.

A japonesa Hatis Noit, o inglês Pino Paladino ou a mexicana Vica Pacheco são alguns dos artistas internacionais que se estreiam em solo nacional com concertos nos Jardins Efémeros.

"A maior parte dos concertos internacionais que temos são pela primeira vez apresentados em Portugal e muitos na Europa. É um privilégio conseguirmos ter uma programação em termos da área sonora tão diversa e tão extensa", afirma Sandra Oliveira.

Os concertos vão decorrer na Sé de Viseu e junto ao pelourinho da praça localizada em frente à catedral, onde estará um palco em forma de octógono.

Para além da música, nos Jardins Efémeros há artes visuais, arquitetura e design, cinema, literatura, mercados e oficinas.

A incerteza é o tema a explorar nesta 10ª edição do evento que agita o centro histórico de Viseu.

Segundo Sandra Oliveira, a temática "não poderia ser mais oportuna". "[Vamos fazer] Uma reflexão sobre a Covid, a guerra que está a acontecer, a sustentabilidade do planeta", aponta.

A instalação "Sondando conflito: uma performance em cinco atos", de Pedro Rebelo, é um dos trabalhos que explora o tema da guerra. O professor universitário e artista passou quatro anos a registar o som de conflitos no Médio Oriente, Irlanda do Norte e Brasil. O resultado desse trabalho de campo é agora mostrado nos Jardins Efémeros.

"Foi um projeto de quatro anos com professores da área da antropologia e ciência política que tentou entender a ligação entre o som e conflitos em várias partes do mundo", explica Pedro Rebelo.

A organização do festival está a contar com milhares de pessoas nas ruas do centro histórico de Viseu ao longo dos próximos dias.

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