Festival Bons Sons cria "momentos singulares" com músicos no meio do público

Os moradores da aldeia Cem Soldos cedem os seus espaços para que o festival aconteça nas ruas da aldeia.

Depois de uma pausa de dois anos, o festival Bons Sons volta às ruas da aldeia Cem Soldos, em Tomar. O festival começa esta sexta-feira e tem duração de quatro dias, até à madrugada de segunda-feira, com 50 bandas a pisar os sete palcos existentes nas ruas.

O festival é conhecido por estar espalhado pelas ruas da aldeia, misturado com os moradores, uma "comunidade ativa", considera o diretor artístico do festival, Miguel Atalaia, que convida as pessoas a visitar o festival.

"Basicamente a organização é a aldeia, são as pessoas da aldeia e portanto, cedem os seus espaços para que o festival aconteça, ao nível da restauração, ao nível dos palcos, da prevenção paralela", acrescenta Miguel Atalaia.

O diretor executivo destaca ainda uma "componente interessante" que se prende com a "promiscuidade do que é público e privado", porque basicamente "tudo o que acontece no festival é a aldeia a tentar mobilizar-se para que aconteça".

Haverá ainda um oitavo palco, um palco que não é físico e que Miguel Atalaia aponta como a grande novidade desta edição: trata-se do palco "habitar a rua", no chão das ruas, que "permite que os músicos estejam a tocar no meio das pessoas e haja uma espécie de comunhão, de uma ligação entre o público e os artistas criando momentos singulares", explica o diretor artístico do festival.

Com uma visão de que os visitantes têm oportunidade de ver todos os concertos, o diretor artístico promete "que uma pessoa que vá ao Bons Sons vai com a certeza que se deslocando pela aldeia poderá assistir a todos os concertos na integra porque não há nenhum que se sobreponha em termos de calendário".

A lotação esperada e máxima é de 35 mil visitantes no festival que desde a primeira edição, em 2006 se foca somente em música portuguesa.

O primeiro artista a subir a palco no primeiro dia desta edição, já ao final desta manhã, é Manel Ferreira e na madrugada de segunda-feira, pelas 02h25 Riva e Convidados encerram o festival no palco Aguarela.

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