Festival de órgão e música sacra expõe e dá som a património valioso no Porto

Com um vasto património, composto por mais de uma centena de exemplares, a região do Porto acolhe, a partir desta segunda-feira e até ao dia 23 deste mês, o Festival Internacional de Órgão e Música Sacra.

Depois de uma edição, solitária, em 2015, o evento volta a encher as igrejas do Grande Porto - 26 no total - com a arte que sai das mãos de organistas portugueses e internacionais. A Diocese do Porto tem no seu espólio mais de uma centena de órgãos. Há exemplares dos séculos XVIII, XIX e outros mais recentes, mas igualmente imponentes. Filipe Veríssimo, organizador do Festival Internacional de Órgão e Música Sacra, diz que a região tem muito para mostrar e tocar.

"No centro histórico do Porto, temos uma grande concentração, por um lado, de órgãos históricos. Há uns anos foi feito uma inventariação dos órgãos históricos e foram inventariados cerca de 35 instrumentos, e, depois, com os órgãos novos entretanto adquiridos, de repente, ficamos aqui, no Porto, numa situação privilegiada", conta.

No Mosteiro da Maia mora um dos exemplares que se destaca. Filipe Veríssimo diz que é "uma preciosidade, uma joia". Trata-se de um órgão que viveu encostado num canto até ao dia em que foi encontrado e recuperado. "É um instrumento de cerca de 1700, construído por um dos mais importantes construtores de órgãos do período barroco, que conviveu muito com Bach. Este exemplar está praticamente intacto."

Em 1985, o Cónego Ferreira dos Santos deu um grande impulso para a construção de um património único no Porto. "Ele estudou música sacra em Munique, na Alemanha, e, quando regressou ao Porto, começou um trabalho intenso nesse domínio."

A Igreja Senhora da Conceição, no Porto, e a Igreja de Nossa Senhora da Maia recebem, esta segunda-feira, os primeiros concertos que vão trazer a Portugal muitos organistas estrangeiros. Filipe Veríssimo espera que desta vez não seja necessário esperar mais seis anos por um novo festival. Promete que para o ano há mais. Os concertos têm entrada gratuita e é obrigatório o uso de máscara no interior das igrejas.

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