Festival Literário Douro. Até sábado, os livros são a folha de sala do espaço Miguel Torga

Das escolas ao espaço Miguel Torga, Sabrosa quer chamar mais público para a leitura "a ideia é fazer crescer o público". Francisco Guedes, programador do Festival convidou 19 escritores, entre eles o poeta e compositor brasileiro Salgado Maranhão, que apresenta o seu último livro "A Cor da Palavra."

Abel Neves é o único escritor transmontano, acompanhado por nomes como Manuel Jorge Marmelo, Cristina Carvalho, José Fanha, João Rios ou o timorense Luís Cardoso, vencedor do Prémio Oceanos em 2021 com o livro "O Plantador de Abóboras".

Francisco Guedes, autor da ideia que deu palco ao Corrente d'Escritas na Póvoa de Varzim, abraça o FLiD, com o mesmo entusiasmo, mas sabe que os livros andam arredados das gentes da terra. "Lê-se pouco, temos autores premiados como o Luís Cardoso ou a Cristina Carvalho, mas não sei se terão muito público a assistir."

Ainda assim garante que não foi difícil chamar os escritores para esta quarta edição do Festival: "Alguns já cá estiveram, outros chegam pela primeira vez mas eu acredito muito no que eles vão dizer, porque já os ouvi e as palavras deles fazem sentido. É preciso dar a conhecer a Trás-os-Montes novos autores."

Ao todo são 19 escritores, mas só três foram convocados pelas escolas, lamenta o programador. "Quero que sejam as pessoas a escolher, eu não imponho ninguém, mas para o ano vamos ter que conquistar mais escolas."

Organizado pelo espaço Miguel Torga, em São Martinho da Anta e com programação de Francisco Guedes, a quarta edição do Festival Literário do Douro promete três dias repletos de música e de literatura, a ver se a palavra pega fogo. "O escritor é mais ou menos um incendiário, acredito que se possa lançar algumas chamas."

A entrada é livre.

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