Governo anuncia contratação de 74 vigilantes e 40 conservadores para museus e monumentos

O ministro da Cultura afirma que, em 2023, vai concentrar atenções nos museus, monumentos e palácios nacionais.

Pedro Adão e Silva afirma que os museus, monumentos e palácios nacionais são a prioridade do Ministério da Cultura para o próximo ano. Para sublinhar o compromisso, o ministro anuncia a contratação de 74 vigilantes e 40 conservadores restauradores, com o Ministério da Cultura a adiantar, à TSF, que "a expectativa é que [estas contratações] decorram em 2023".

"Há um diagnóstico que é grave e que está feito: museus e monumentos carecem de um reforço urgente de recursos humanos e precisam de maior autonomia na gestão, que lhes permita, entre outras coisas, diversificar e expandir as suas fontes de receita", constatou o ministro da Cultura, ouvido, esta manhã, no Parlamento, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2023.

"Vamos abrir dois concursos para reforçar os recursos humanos afetos ao património: um para a contratação de 74 vigilantes e outro para a contratação de 40 conservadores-restauradores", anunciou, de seguida, Pedro Adão e Silva.

O ministro sublinhou que, com estas contratações, será possível "dotar o Estado de condições mais adequadas para preservar elementos que fazem parte da nossa identidade coletiva", detalhando que, dos 40 conservadores-restauradores contratados, 20 "irão trabalhar para o Laboratório José Figueiredo; dois para o Museu Nacional de Arte Antiga; dois para o Museu Nacional de Soares dos Reis; dois para Conímbriga e um para o Museu Machado de Castro".

Para Pedro Adão e Silva, este é "um passo num caminho que estamos a iniciar" e "um sinal importante e com consequências práticas".

O ministro da Cultura falou também, durante esta audição, sobre os apoios sustentados para a criação cultural. Pedro Adão e Silva nota que o orçamento destinado a estes apoios "mais do que duplicou". "Teve um crescimento de 114% face ao ciclo anterior, totalizando agora 148 milhões de euros. Na prática, isto significa que haverá mais entidades apoiadas e que cada uma delas irá dispor de mais recursos", referiu.

"De acordo com os resultados provisórios já conhecidos, que correspondem a cinco (dos seis) concursos abertos pela Direção Geral das Artes, temos 138 entidades propostas para apoios (comparam com 126 no ciclo anterior), e há 42 entidades novas, que não recebiam apoio no ciclo anterior: há renovação. Além disso, cada entidade vai receber, em média, 187 mil euros por ano, o que compara com 101 mil euros no ciclo anterior", acrescentou.

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