Há emoções que ligam a medicina à música. E uma orquestra de médicos que o prova

São 120 médicos que deixam consultas e cirurgias para trás, pegam nos instrumentos e tocam por uma boa causa.

A World Doctors Orchestra, uma orquestra composta apenas por médicos de todo o mundo, está pela primeira vez em Portugal para um concerto solidário.

Todas as receitas revertem para a Health4Moz, uma associação em Moçambique que está a reconstruir o hospital da Beira depois da passagem do ciclone Idai pelo país.

Estes médicos de profissão deixaram a bata em casa e, durante uns dias, dedicam-se exclusivamente à música. São quase 120 e fizeram uma pausa nas consultas e cirurgias para virem até Portugal, com os custos suportados pelos próprios.

Os dois concertos que vão dar em Portugal foram antecedidos de três dias de ensaios. Bernardo Duque Neves, médico e músico de percussão é o responsável pela iniciativa e surpreende-se sempre: "Há aqui músicos fantásticos que, não fazendo da música a sua vida profissional, poderiam perfeitamente fazê-lo. É espantoso. Fico sempre espantado com o nível dos colegas que encontro, há músicos realmente muito bons."

Esta sexta-feira, dão um concerto às 21h, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Amanhã (sábado) tocam na Casa da Música, no Porto, à mesma hora. A orquestra é dirigida pelo maestro Stefan Willich, o fundador da orquestra que é também cardiologista.

"Tanto na medicina como na vida diária encontramos todo o tipo de emoções, desde doenças, tristeza, morte, cura e entusiasmo. Estas emoções também se encontram na música", explica.

A World Doctors Orchestra já fez quase 60 concertos ao longo de dez temporadas e conseguiu angariar mais de um milhão de euros a favor de instituições de solidariedade ligadas aos cuidados de saúde.

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