Homens para a Casa de Bernarda Alba

A Casa de Bernarda Alba, de Federico Garcia Lorca, é o novo espetáculo do Teatro a Comuna, em Lisboa, só com homens.

João Mota é Bernarda Alba, A Casa de Bernarda Alba, é a única peça de teatro que Federico Garcia Lorca escreveu em prosa, embora toda a poesia se mantenha. Bernarda Alba impõe um luto de oito anos, para seguir a tradição da família. Com a morte do segundo marido, as cinco filhas, adultas ficam assim presas nesta casa, onde nada, nem ninguém pode entrar. O elenco da Comuna são só homens, Hugo Franco que encena, não alterou nada, todos os nomes de mulher e entre as personagens são tratadas como femininas.

Um lugar machista, uma tradição machista da própria Bernalda Alba, que toma conta daquela casa, com mão de ferro, como os homens da vida dela, desde o avô e o pai.

Ficaram todas as personagens e há uma, um homem, Pepe Romano, por onde passa toda a história, que está presente ausente, nunca aparece, e há uma outra personagem fundamental, a criada Pôncia que tudo controla e nesta encenação só com homens, o convite a João Grosso é um dos pontos para o encenador Hugo Franco.

Nos próximos oito anos, nem vento há de entrar nesta casa decreta Bernarda Alba, mas as irmãs, entram todos os dias numa batalha surda, debaixo deste poder autoritário, intolerante, repressor da liberdade sexual, que vai levar inevitavelmente à tragédia.

Elenco: Carlos Paulo, João Mota, João Grosso, Francisco Pereira de Almeida, Gonçalo Botelho, Luís Garcia, Miguel Sermão e Rogério Vale.

A Casa de Bernarda Alba, estreia na próxima quinta-feira, no teatro a Comuna, em Lisboa, e fica quarta às 19h00, quinta a sábado às 21h00 e domingo às 16h00, até 23 de outubro.

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