"Como chegar lá?" Desafio do filme sobre Tony Carreira não é mostrar o êxito

É um "um olhar intimista" antes das salas esgotadas, conta à TSF o realizador Jorge Pelicano. Documentário sobre a vida e o trabalho de Tony Carreira estreia esta quinta-feira.

Não foi fácil encontrar António Manuel Mateus Antunes. Tony Carreira já todos conhecem, por isso o realizador Jorge Pelicano queria mostrar "o homem por detrás das capas de revista e dos palcos".

O documentário "Tony" estreia-se esta quinta-feira nos cinemas portugueses, resultado de mais de um ano de trabalho que acompanhou várias digressões nacionais e internacionais do músico, com acesso privilegiado aos estúdios, bastidores e camarins de salas de espetáculos em vários países.

Tony Carreira "deu-nos acesso à sua agenda profissional e à sua vida pessoal", conta Jorge Pelicano à TSF. O resultado é um filme "não para os fãs de Tony, mas para todo o público". Não para mostrar o sucesso, mas para "mostrar como é que se chega lá".

"Não foi um projeto fácil", assume o realizador, em parte devido a "algum preconceito - pelo facto de ser emigrante e para com a música de Tony Carreira".

Num momento em que cantor de 55 anos anuncia uma pausa por tempo indeterminado, este pretende ser "um olhar intimista", uma visita ao passado antes da antes do sucesso, das polémicas, das salas esgotadas.

Há neste documentário há imagens de arquivo inéditas, vídeos de produtoras, de fãs, de amigos. Mostram "uma fase que as pessoas conhecem menos".

Antes dos 30 anos de carreira a solo e 28 álbuns, 20 dos quais de originais, antes dos 60 discos de platina e quatro milhões de discos vendidos, tudo começou com os Irmãos 5: Tony Carreira começou a cantar para a comunidade portuguesa em França, numa banda constituída com o irmão e outros familiares e amigos.

Desde sempre o cantor "insistiu em tocar com uma banda em palco", numa altura em que este tipo de músicos só costumava cantar com duas bailarinas e música gravada.

Antes de se tornar "o músico com mais sucesso em Portugal, e o mais acarinhado pelo público", as dificuldades "para chegar ao topo" foram muitas.

A dedicação de Tony Carreira surpreendeu Jorge Pelicano, mas também "a maneira de ser dele, a humanidade dele, o carinho, a simplicidade". Também estas são razões para o sucesso.

O cantor "faz parte da família de muitos fãs, senta-se com eles à mesa, não tem uma postura altiva", conta o realizador. "Continua a ser a pessoa simples que começou praticamente do nada."

"A fama acaba por mudar as pessoas, regra geral para pior. Acredito que com o Tony a fama não lhe subiu à cabeça."

"Tony" revisita também a infância do cantor em Armadouro, Pampilhosa da Serra, e revela revela o homem que, desde sempre, se manteve ao lado do cantor para vencer o preconceito e abrir as portas das grandes salas de espetáculo em Portugal e no estrangeiro: o irmão José Antunes.

A equipa de Jorge Pelicano acompanhou concertos em Portugal, França e Israel, mas também gravações do dueto do cantor português com Rudy Perez, um dos nomes envolvidos na polémica do plágio.

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