Criolo traz Boca de Lobo

Começa na próxima semana o festival Mimo, em Amarante. Do cartaz fazem parte nomes como o maliano Salif Keita, os palestinianos 47 Soul ou o brasileiro Criolo.

Kleber Cavalcante Gomes, nascido em São Paulo há pouco mais de 40 anos, é Criolo, um dos rappers com mais crédito na cena musical brasileira.

Nó na Orelha, Convoque Seu Buda ou Espiral da Ilusão são algumas das marcas da discografia do paulista que tem no hip hop a sua praia mas que também já gravou sambas,e , no início de 2019, surpreendeu toda a gente com uma muito dançável "Etérea".

Se "Etérea" tem ritmos mais dançáveis, não deixa ainda assim de ter uma mensagem e uma imagem muito forte na luta contra os preconceitos, contra a xenofobia ou a homofobia que Criolo diz estarem mais acesos, no Brasil, por estes dias. Tempos que deixam Criolo inquieto, a pesar as palavras nas entrevistas mas sem deixar nada por dizer nas conversas e nas canções.

Agora regressa a Portugal com a tournée Boca de Lobo e diz que conta os dias até ao Mimo em Amarante. No encontro em palco com o público tem sempre uma certeza "toda a gente tem um coração e é tocado pela arte".

Para além do espetáculo de sábado, Criolo vai falar com o público que se inscrever no Fórum de Ideias - A Música como Instrumento de Conciencialização. Curiosamente, o rapper paulista diz que não se sente tão à vontade nesse papel mas que acaba sempre por promover um valor que é muito caro ao festival - a troca.

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